Moradores reclamam de danos provocados com a realização de eventos na Praça Victor Civita
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Moradores reclamam de danos provocados com a realização de eventos na Praça Victor Civita

Também há relatos de buracos no deck de madeira da área verde localizada em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista

Renata Okumura

04 de dezembro de 2019 | 12h43

SÃO PAULO – Buracos no deck de madeira, lixo e realização de eventos constantemente estão entre as queixas apresentadas por moradores que frequentam a Praça Victor Civita, localizada na Rua Sumidouro, 580, em Pinheiros, na zona oeste da cidade.

“Deplorável é o nome ideal para descrever a praça. Buracos no deck de madeira colocam em risco a integridade de todos. Remendos de compensado tampam alguns buracos, criando pequenos degraus, causadores de quedas. Madeiras soltas e muito lixo nos arredores. A situação só piora cada vez que a Prefeitura libera a praça para eventos externos, marcados por destruição e lixo por toda a parte”, disse a personal trainer Mariana Souza, de 26 anos.

Com 13,6 mil m² de área, o espaço conta com um deck de madeira suspenso, bosque e pista de caminhada, no entanto, muitos equipamentos estão danificados em razão da falta de manutenção, afirmam frequentadores.

“Quero denunciar irregularidades. Eventos que acontecem na praça aos fins de semana estão destruindo a área verde. Um deles aconteceu em 19 de outubro. Além de lotação de público acima do limite de segurança, o local fica extremamente sujo”, reclamou a professora aposentada Christina d’Albertas, de 62 anos.

A Subprefeitura de Pinheiros afirmou que a Praça Victor Civita recebe serviços de limpeza, corte de grama e poda de árvores a cada 45 dias.

No local, também está em andamento o projeto ‘Ponto da Moda’. “A medida, com apoio da iniciativa privada, oferece 80 vagas em um curso livre e gratuito voltado a pessoas entre 16 e 24 anos de idade. A administração regional também está em negociação para conseguir fechar um termo de cooperação que garantirá a manutenção do local”, disse a subprefeitura.

Sobre o evento do dia 19 de outubro, a Prefeitura afirmou que aconteceu dentro dos parâmetros estabelecidos pela “Portaria 010/PRPI/GAB/2017 e pelo Decreto Municipal nº 49.969/2008. Houve controle de acesso, em razão do número limite de 250 pessoas indicado pelo evento”.

A realização de eventos públicos e temporários com mais de 250 pessoas, em espaços públicos ou privados, depende da prévia expedição de alvará de autorização. Confira o decreto.

Alunos de ioga e pilates resistem em meio ao equipamento sem cuidados. Foto: Werther Santana/Estadão

Em março deste ano, reportagem do Estado também constatou: Ao redor da aula e dos moradores de rua, pichações, lixo jogado por todos os lados, banheiros quebrados e sem torneira, mato alto e mosquitos tomavam conta do espaço. Na praça, abandonada e vandalizada, o que ainda resistia era um coletivo de moradores do entorno, mantendo o espaço. A Praça Victor Civita tentava garantir um restinho de vida ao local, com as aulas de ioga pela manhã e de pilates à tarde.

Inauguração

Da inauguração, em 2008, até 2012, a Praça Victor Civita foi gerida pelo Instituto Abril, entidade da empresa editorial homônima. Depois, a gestão foi assumida pela Associação Amigos da Praça Victor Civita, formada pelas empresas Elemidia – que chegou a pertencer ao Grupo Abril – e Editora Abril. Mas a parceria foi encerrada em janeiro.

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