Frequentadores cobram manutenção e segurança no Parque do Piqueri, na zona leste de SP
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Frequentadores cobram manutenção e segurança no Parque do Piqueri, na zona leste de SP

Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que o local recebeu serviços de manutenção; Guarda Civil Metropolitana também realiza rondas periódicas

Renata Okumura

06 de fevereiro de 2019 | 15h50

O lago que está sujo e deveria ter animais Foto: Ludimila Honorato

SÃO PAULO – Moradores da região do Tatuapé estão sentindo falta de uma melhor manutenção no Parque do Piqueri, localizado na zona leste de São Paulo. Com mais de 97 mil metros quadrados e quase 41 anos de funcionamento, o local é um dos atrativos da região, que conta ainda com o Parque do Belém e o Ceret.

Foto da Entrada do Parque do Piqueri Foto: Ludimila Honorato

Vinicius Barros, que frequentava mais vezes os parques em anos anteriores, lamentou a grama alta quando visitou o Piqueri. Outra precariedade que ele observa é o lago. “Tinha patos aqui e era bem bonito. Agora não tem mais os animais e está muito sujo. Se não houver limpeza, pode até ser um criadouro para dengue”, disse.

Área das churrasqueiras. Tem uns bancos e churrasqueiras danificadas Foto: Ludimila Honorato

Ana Maria, que mora na região, conta que, há cerca de 20 anos, o Piqueri era mais atrativo. “Era muito gostoso. A gente trazia bicicleta, fazia churrasco, as crianças brincavam”, relembra. Atualmente, o parque proíbe o uso de bicicleta pelos visitantes.

Era pra ser um ponto de água, mas virou vaso de planta Foto: Ludimila Honorato

Luciana, filha de Ana Maria, costuma frequentar mais o playground para brincar com a filha de um ano e meio. “Os tanques de areia geralmente têm mais areia, esse tem pouca. A gente sente falta de um lugar perto com água para lavar as mãos ou encher o baldinho dela”, disse. Perto do tanque, o que era para ser um ponto com água se transformou em um vaso de plantas.

No lago, tem placa pra não alimentar os animais, mas não tem animais no lago Foto: Ludimila Honorato

Todas as pessoas com quem o Blog Blitz Estadão conversou sentem certa insegurança no parque. “Eles ficam só na porta”, diz Ana Maria, se referindo aos guardas do local. Ela lembra de andar mais tranquila pelo espaço em anos anteriores. Barros concorda: “Eles poderiam circular mais pelo parque, ver se está tudo bem”.

Apesar das queixas, o parque tem pontos positivos. A reportagem observou que não há lixo espalhado pelas vias em que os visitantes circulam, há pontos de água e lixeiras na via principal. Além disso, os equipamentos de ginástica e os brinquedos para as crianças estão inteiros, mas com alguns vestígios de ferrugem.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que o Parque Piqueri recebeu serviços de roçagem.

“O lago do parque é oxigenado diariamente por meio de bomba d’água, que faz a movimentação, levando em consideração os peixes, tartarugas e aves que pousam no lago. Além disso, a Divisão de Fauna Silvestre da SVMA é responsável pelo manejo das aves do Acervo Municipal dos Anatídeos e, no caso dos marrecos do Piqueri, os técnicos da pasta avaliaram a melhor condição para a saúde dos bichos”, destacou a nota.

Já com relação ao uso de bicicletas, segundo a Portaria 34/SVMA, aprovada por meio do Conselho Gestor em 2008 ‘Art. 4º – É vedado o ingresso e a circulação no parque de veículos, motocicletas e bicicletas’, principalmente por segurança aos usuários, tendo em vista que as alamedas de passeio foram construídas para caminhada e corrida.

Os playgrounds do parque passaram por revitalização completa e a última manutenção foi realizada no início deste mês. Vale ressaltar que a quantidade de areia é compatível ao tamanho do equipamento e que há bebedouros espalhados em todo o parque.

A pasta informa que o Piqueri conta também com vigilância patrimonial trabalhando 24h, com postos fixos e volantes, onde são realizadas rondas durante o dia para a proteção do espaço.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), por meio da Guarda Civil Metropolitana (GCM) também realiza rondas periódicas dentro do parque e em seu entorno.

Quer compartilhar alguma reclamação em seu bairro? Mande seu relato por WhatsApp (11) 9-7069-8639 ou para o email blitzestadao@estadao.com. / Com a colaboração de Ludimila Honorato

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