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População denuncia abandono de cemitério em Pinheiros

Serviço Funerário do Município de São Paulo informa que os serviços de limpeza, realizados diariamente no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, serão reforçados

Renata Okumura

07 de agosto de 2019 | 09h00

SÃO PAULO – População se queixa que o Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na zona oeste da cidade, está totalmente abandonado.

“Há lixo acumulado por todo lugar, roubo e depredação de objetos religiosos. Em conversa com os funcionários do local, eles confirmaram o abandono e criticaram a prefeitura pelo descaso e pela situação em que se encontra o cemitério”, diz o morador Ibrahim Georges.

Além disso, as alamedas se encontram quebradas, colocando assim em risco de queda todas as pessoas que passam por ali, segundo o munícipe.

A estudante Simone Andrade também frequenta a região e afirma que há muito lixo nas proximidades. “É preciso fiscalizar esse desrespeito. Os cemitérios precisam ser conservados”.

O Serviço Funerário do Município de São Paulo (SFMSP) informa que os serviços de limpeza, realizados diariamente no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, serão reforçados.

Com relação às alamedas, esclarece que foi realizada uma vistoria para que fossem tomadas as providências necessárias.

“Em relação às peças furtadas, a administração do cemitério entra em contato com as famílias para informar sobre o ocorrido. Quando as peças não são reconhecidas, as mesmas ficam sob responsabilidade da administração. O SFMSP é responsável por 22 cemitérios e um crematório. Os serviços de zeladoria são realizados periodicamente”, finalizou a nota.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) esclarece também que a vigilância é feita por meio de rondas motorizadas, diariamente. No ano de 2018, foram realizadas 13.759 rondas nas necrópoles municipais.

Cemitério da Consolação Foto: Renata Okumura

Relembre: O cemitério da Consolação, localizado na região central da cidade, foi inaugurado em 1858 e é considerado um dos mais antigos da capital paulista. A reportagem esteve no local para conferir queixas de depredações relatadas por familiares e amigos de pessoas que estão enterradas no cemitério.

“Na madrugada do dia 5 de novembro, mais uma vez foi depredado o túmulo da família Rizkallah, onde está o corpo de um dos pioneiros da metalurgia em cobre de São Paulo, o imigrante sírio, Rizkallah Jorge. O túmulo da família era, em sua forma original, ricamente decorado com estátuas de bronze, detalhes em metais nobres e vitrais. Um conjunto que procurava lembrar as origens árabes e cristãs”, lamentou Mário Rizkallah.

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