Prefeitura promete regularizar até setembro repasse de verba para Organizações Sociais
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Prefeitura promete regularizar até setembro repasse de verba para Organizações Sociais

Entidade conveniada que atende, em média, 180 crianças carentes ameaçou fechar as portas por falta de recursos

Renata Okumura

25 Agosto 2017 | 18h08

SÃO PAULO – Diversas Organizações Não Governamentais prestam auxílio à população carente na capital paulista. A maioria, no entanto, depende de recursos da prefeitura para manter em funcionamento as atividades prestadas à população.

No último dia 2, A ONG Obras Assistenciais São Pedro Apóstolo protocolou um requerimento no Ministério Público contra a Administração Municipal. A entidade ameaçou encerrar as atividades em razão de atraso no pagamento da prefeitura. A ONG atende, em média, 180 crianças carentes de seis a 14 anos, no Jardim Independência, na zona leste de São Paulo.

ONG Obras Assistenciais São Pedro Apóstolo na zona leste Foto: Renata Okumura

Moradora da região que preferiu não se identificar, disse que muitas crianças precisam deste suporte. “As crianças têm acesso à educação e à cultura. É importante porque muitas são de famílias muito carentes. Sem recursos, fica difícil para a ONG oferecer as atividades”, relatou ela.

A ONG Obras Assistenciais São Pedro Apóstolo funciona há sete anos com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS). Por mês, a entidade precisa de R$ 60 mil reais para gastos com alimentação, funcionários e despesas da ONG.

ONG Obras Assistenciais São Pedro Apóstolo ameaçou encerrar as atividades Foto: Renata Okumura

Representantes da ONG SOS Inclusão descrevem o drama enfrentado com a falta de recursos. “Fazemos parte de uma ONG que atende pessoas com deficiência, que vivenciam situações de vulnerabilidade. Estamos prestes a ver a nossa instituição ser fechada por violação de direitos. Esta instituição é de extrema importância para a inserção destas pessoas na sociedade. A prefeitura tem atrasado os repasses mensais de verbas dos serviços, além da possibilidade de corte das respectivas verbas”.

A SMADS informa que enfrenta dificuldades financeiras decorrentes da drástica queda na arrecadação de impostos assim como todo o País e demais instâncias do poder público. “Além disso, o orçamento elaborado pela gestão anterior deixou um déficit não equacionado e previu aumento de serviços sem previsão real de arrecadação. O déficit da prefeitura de São Paulo é de 7,5 bilhões de reais, o que acaba afetando todas as pastas da rede municipal”, ressaltou a secretaria.

Por uma questão emergencial temporária, os repasses financeiros são, neste momento, feitos mensalmente. No entanto, a partir de setembro a situação será normalizada e os repasses voltarão a ser de longo prazo.

“Recentemente, o secretário Filipe Sabará se reuniu com representantes das principais Organizações Sociais conveniadas, entre elas, APOIO, ASCOM, BOM PARTO, CROPH, REDE RUA, SAEC e SANTA LÚCIA, para alinhar questões importantes e desmistificar boatos informando que nenhum serviço será fechado”, finalizou a nota.

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