Risco de explosão em bares provoca receio no centro de SP
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Risco de explosão em bares provoca receio no centro de SP

Alerta foi feito por síndico que trabalha na região; Prefeitura Regional Sé diz que fará vistoria nos locais

Renata Okumura

18 de dezembro de 2018 | 15h10

SÃO PAULO – O síndico de um condomínio localizado na Avenida Duque de Caxias, no centro de São Paulo, reclama do barulho de dois bares próximos ao edifício que administra. Ele afirma ainda que os estabelecimentos funcionam sem alvará, ocupam as calçadas com mesas e cadeiras – bloqueando a guia rebaixada para cadeirantes – e há risco de explosão, uma vez que os locais utilizam e estocam botijões de gás. Em contato com a Prefeitura Regional Sé desde março de 2015, ele conta que nada foi feito. Ao Blog Blitz Estadão, o leitor pede que o nome dele não seja divulgado, pois afirma que foi ameaçado por um dos donos de um bar.

Foto: Avenida Duque de Caxias/Google Street View

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“Na região, funcionam dois bares, um localizado na Rua Guaianases, 517 e 517B, na Santa Ifigênia, e outro na Avenida Duque de Caxias, 632. O primeiro não tem nenhum tipo de alvará ou licença, ocupa toda a calçada com mesas e cadeiras, joga todo o lixo no canteiro da Avenida Duque de Caxias, não tem sistema de exaustão e nós, moradores, somos acordados com um cheiro insuportável de fritura e comida todos os dias às 6 horas. Para agravar a situação, esse bar utiliza e estoca botijão de gás”, relatou o síndico que preferiu não se identificar.

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Ele acrescenta que o segundo bar funciona nos mesmos moldes e até uma churrasqueira atrapalha tanto quem passa pela calçada quanto quem desce no ponto de ônibus que fica em frente ao estabelecimento. “As mesas ficam, inclusive, na guia rebaixada para cadeirantes. Esse bar também não tem sistema de exaustão, estoca botijão de gás e o cheiro de fritura e óleo queimado se junta com o do bar ao lado e o que parecia não ter como piorar se tornou insuportável. Nós moramos em cima de uma bomba relógio. Desde março de 2015, tentamos uma solução junto à Prefeitura Regional Sé, eles estão cientes do risco e nada fizeram”, acrescentou.

De acordo com o departamento de fiscalização da Prefeitura Regional Sé, os endereços citados na matéria não possuem estoque de botijão de gás e não oferecem risco à população. Todas possuem gás encanado. Com a colaboração de Ludimila Honorato.

RELEMBRE: No fim de 2017, moradores também relataram queixa semelhante na zona leste de são Paulo.

Moradores do Largo São José do Belém com a Rua Cajuru, no Belenzinho, na zona leste da cidade, estavam receosos com a presença de oito botijões de gás que ficavam ligados e expostos na calçada da padaria que vendia frango assado aos fins de semana.

“A exposição dos botijões coloca em risco a vida de pedestres que passam por ali”, destacou o morador Léo que preferiu não dar o sobrenome.

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A Prefeitura Regional Mooca também informou que o local seria fiscalizado.

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