Sem focinheira, pitbull ataca criança no Parque Buenos Aires
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Sem focinheira, pitbull ataca criança no Parque Buenos Aires

Frequentadores da área de lazer cobram aplicação de lei e responsabilidade de donos de cães

Renata Okumura

21 Julho 2017 | 20h09

SÃO PAULO – Uma criança foi mordida no peito por um pitbull no Parque Buenos Aires, no bairro Higienópolis, na zona oeste, na quinta-feira, 20. O local, que conta com uma área verde de mais de 22 mil metros quadrados, também tem um ‘cachorródromo’.

Parque Buenos Aires (Foto: Renata Okumura)

“O filho de uma amiga foi atacado no peito por um pitbull. Felizmente, a criança passa bem. O ‘animal’ do dono fugiu com o cachorro. Os donos deveriam colocar focinheira nos cachorros. Meus filhos brincam na praça. Os donos de cães também deveriam recolher o cocô de seus cachorros”, relatou o morador Antônio Prata.

Placa com informações para quem vem com animais ao parque (Foto: Renata Okumura)

Margo Lichman mora na região e costuma passear no parque com seu golden retriever, Merlin, sem focinheira. Ela diz, no entanto, que o cachorro é manso. Sobre o ataque do pitbull, demonstra preocupação. “É muito perigoso. O dono deveria ter mais responsabilidade. Pitbull é um cachorro perigoso”, disse.

Margo Lichman com seu golden retriever (Foto: Renata Okumura)

O comerciante Gil de Oliveira também frequenta o parque e relata que já viu cães bravos sem focinheira. “Já vi vários cães da raça pitbull andando pelo parque com seus donos. Muitos colocam focinheira, mas já vi alguns sem. A fiscalização deveria ser maior”, afirmou.

Maria das Graças lembra que muitas crianças e cachorros de pequeno porte frequentam o local. “Cão, quando é bravo, não deve ficar perto de crianças, nem no ‘cachorródromo’ com outros cães”, reforçou.

‘Cachorródromo’ do Parque Buenos Aires (Foto: Renata Okumura)

No Parque Buenos Aires, há placas indicando que os cães devem ser mantidos com coleira e guia e longe de área reservada às crianças.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que os seguranças foram ao local assim que ocorreu o acidente desta sexta-feira para prestar atendimento à vítima. “A obrigatoriedade do uso de focinheira, segundo a Portaria nº04/2005 da SVMA, se refere aos cães das raças mastim napolitano, pitbull, rottweiller e american stafforshire terrier”, esclareceu o posicionamento.

Segundo a nota, a lei exige que os animais circulem pelas dependências dos parques e vias públicas com coleira, guia curta de condução, enforcador e focinheira.

“Contamos com a civilidade dos visitantes dos parques, pois há placas indicativas para orientar os munícipes quanto à correta condução dos animais. A equipe de vigilância da área fiscaliza e orienta o munícipe. Quando este não acata a regra, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) é acionada sempre que necessário para também tomar as devidas providências”, finalizou o posicionamento.

Saiba mais. Tomás, de 11 anos, estava com a mãe, a irmã e uma amiga no Parque Buenos Aires, em Higienópolis, na região central de São Paulo, na última quinta-feira. Apesar do susto, a criança está bem.

Outro caso. Um pitbull foi abandonado preso a um tronco de árvore na Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, na zona oeste da capital paulista, na terça-feira, 4. Apesar da apreensão, por ser um cachorro considerado violento, estudantes e funcionários da USP se comoveram com a situação.

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