Terreno abandonado e proliferação de mosquitos incomodam moradores da cidade
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Terreno abandonado e proliferação de mosquitos incomodam moradores da cidade

Na zona leste, munícipe chega a passar mal devido ao uso diário de inseticida

Ludimila Honorato

05 Setembro 2018 | 14h39

Um terreno abandonado na Rua Carlos Gilberto Campaglia, 75, no Parque Residencial D’Abril, zona leste de São Paulo, incomoda os moradores da região pelo lixo acumulado e água parada no local. Segundo uma moradora, a situação já dura cerca de três anos.

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“Deve ter pneu, porque aparece muito mosquito e rato em cima dos telhados. Já vimos até cachorro abandonado lá”, conta Simone Oliveira. Ela e a tia, que moram bem próximas ao terreno, dizem que sofrem com o excesso de pernilongos. Perto dali, moradores também pedem combate aos mosquitos nas ruas Cravari e Cembira.

Quanto ao terreno, a subprefeitura de Itaim Paulista informou, em nota, que o local seria fiscalizado pelo agente vistor até esta quarta-feira, 5. “Constatada a irregularidade, o proprietário será autuado por descumprimento à Legislação de Muro, Passeio e Limpeza (MPL). Passado o prazo sem a devida regularização (60 dias), novos autos de notificação e de multa são emitidos a cada 60 dias até que o serviço necessário seja executado”, completou a regional.

No lado sem saída da Rua Humberto Dantas, lixo acumulado contribui para proliferação de mosquitos. Foto: Google Street View/Reprodução

Os pernilongos também são um problema para Marilda Tieko Araujo, que mora na Rua Humberto Dantas, próximo à Avenida São Miguel. Para combatê-los, ela usa inseticida todos os dias e afirma que não consegue dormir direito. A princípio, Marilda pensava que os insetos apareciam devido às plantas que tem no quintal, mas vizinhos relataram o mesmo problema.

“Nem os cachorros estavam conseguindo dormir. Uso o mais forte (dos inseticidas) e não está resolvendo. Estou com problema de saúde, mas não tem outro jeito se não tem como dormir. No frio melhora um pouco, mas ainda tem. Quando vier o calor, piora”, relata.

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Ela acredita que a proliferação de mosquitos deve-se a um córrego que fica no começo de sua rua, ao longo da Rua Maria das Dores Abranches, ou ao mato alto e lixo jogado por moradores no final da via, que é sem saída.

Outros pedidos para combate a mosquitos vêm de quase quatro quilômetros dali, na Rua Apoquitaua com Agenor Rocha e, bem mais longe, na região da Avenida Paulista, no cruzamento das ruas Peixoto Gomide com Antônio Carlos.

A Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) informou que os endereços citados não fazem parte de área de risco e, neste caso, há critérios para o uso de controle químico. “É necessário avaliar custo/benefício para que o ambiente não fique saturado de produtos químicos, interferindo em outras espécies”, disse em nota.

A Covisa explicou que as Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis) monitoram e trabalham em regiões mapeadas como de risco para proliferação do pernilongo comum (Culex), em áreas de margens de córregos ou em rios, como as realizadas no Rio Pinheiros no início deste mês.

“Para o sucesso no combate ao mosquito e na prevenção de doenças, é de fundamental importância que a população colabore e não jogue lixo nos córregos. Já para o controle do Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, há atividade de casa a casa, eliminação de água parada (criadouros), controle das larvas e aplicação de produto químico quando necessário”, completou a Covisa.

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