Com fantasias caprichadas, milhares lotam Cordão do Boitatá no Rio

Estadão

06 Março 2011 | 17h48

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Felipe Werneck, de O Estado de S.Paulo

Teve até casamento durante o desfile do Cordão do Boitatá, que atraiu mais uma vez uma horda de fantasiados para o centro do Rio, em seu 15.º carnaval. O bloco saiu cedinho com um cortejo na Rua do Mercado. Como sempre, uma multidão caprichou na fantasia e lotou a Praça XV e a escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio. Todos brincavam ao som de marchinhas antigas e ritmos brasileiros tradicionais que caracterizam o Boitatá – mito indígena simbolizado por uma cobra “de fogo”.

Estandartes levados por um grupo de mulheres homenageavam músicos que inspiraram a formação do bloco, como Paulo Moura e Nelson Cavaquinho. Os integrantes da banda são instrumentistas profissionais. Estrangeiros e cariocas se misturavam. Paula Lima, de 26, fantasiada de “Bad Girl”, preferiu escapar da multidão e seguir o Boi Tolo, que saiu da Rua do Mercado por volta de meio-dia para e percorreu ruas estreitas do centro antigo. Agarrada a um inglês vestido de mulher e segurando uma lata de cerveja, ela parecia feliz.

“Tá cheio, mas continua bom. Todo mundo fantasiado. Carnaval é isso”, disse.
A criatividade das fantasias é uma marca do Boitatá. Um menina segurava um cassetete e vestia roupa preta com um aviso em letras amarelas na camiseta: “Faça sexo com segurança”.

Três homens se “vestiram” de banheiro químico para satirizar a campanha da prefeitura contra quem urina na rua. A quantidade de banheiros colocados pela Riotur mais uma vez era irrisória em relação ao público. Alguns restaurantes aproveitaram para cobrar pelo uso de seus banheiros. As filas eram enormes.
A festa continuaria à tarde com um baile e shows no palco montado no Largo do Paço. Os organizadores esperavam reunir cerca de 50 mil pessoas.

No Jardim Botânico, o bloco Bangalafumenga atraiu o mesmo número de pessoas. A bateria reuniu cerca de cem ritmistas, a maioria meninas. Entre os foliões, havia vários alunos e ex-alunos da oficina de percussão do bloco.

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