Tijuca diz que carnavalesco Paulo Barros não sai ‘por dinheiro’

Estadão

09 Março 2011 | 20h29

Clarissa Thomé, de O Estado de S.Paulo

O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, disse na Praça da Apoteose, onde serão apuradas hoje as notas do desfile do Grupo Especial, que “por dinheiro ninguém tira o Paulo Barros da Tijuca”. Ele afirmou que não tem contrato com o carnavalesco e que ele fica na escola por causa do entrosamento que eles conseguiram.

“Paulo Barros é um gênio, mas ele precisa ter apoio. Fora da Unidos da Tijuca ele não conseguiu fazer a mesma coisa”, comentou Horta. O presidente comentou a noticia de que o carnavalesco teria recebido oferta para triplicar o salário. “Isso não existe. Ninguém sabe quanto ele ganha”.

Barros confirmou que não pretende sair da escola. “Acabei de vir de um almoço com Fernando Horta e nada foi falado”. O carnavalesco afirmou que fez um desfile consagrado. “Poucas vezes vi o público reagir como reagiu. O resultado agora é consequência do nosso trabalho”. Ele disse que não trabalhou com a responsabilidade de ser bicampeão. “A gente zerou quando acabou o carnaval passado e começou tudo de novo”.

Salgueiro. A presidente do Salgueiro, Regina Coeli, disse que ainda não sabe o que provocou a dificuldade de dispersão de dois carros no fim do desfile da escola, o que atrapalhou a evolução. “Foi um imprevisto. Não adianta arrumar culpados. Fizemos um belíssimo desfile, perfeito. O que aconteceu foi uma fatalidade”, comentou.

Regina disse que vai ser candidata à reeleição em maio. “A gente não pode desanimar. Perdemos a batalha e não a guerra. Ontem foi o Dia Internacional da Mulher. E mulheres não fraquejam”. Ela afirmou ainda que ficou triste por ter trabalhado o ano inteiro “e o sonho ter acabado em minutos”. Segundo a presidente, todos os carros eram novos, nada estava sendo reutilizado.

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