Camisa Verde e Branco abre o desfile no Anhembi e fala sobre o Amor

Estadão

18 Fevereiro 2012 | 00h53

Com uma apresentação que levou o amor para o sambódromo, a Camisa Verde e Branco abriu o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial às 23h35 de ontem. Antes da escola entrar, o intérprete da agremiação Agnaldo Amaral se casou com Kátia Gonçalves, também da comunidade, com quem já vivia há 20 anos e tem duas filhas. Os dois trocaram as alianças e receberam a bênção de um padre.

A comissão de frente lembrou o amor dos passistas pela agremiação. Dançarinos representaram os três fundadores da Camisa Verde e Branco e levantaram o público com a sua coreografia. A bateria fez uma dança que animou a arquibancada. O carro abre-alas foi concluído minutos antes de a escola entrar na avenida, mas o contratempo não atrapalhou o desfile. Outra alegoria – que representava um elefante – teve uma peça que descolou e foi consertada enquanto a escola entrava na avenida.

A camisa precisou correr no meio do desfile para conseguir terminar dentro do limite de 1 hora e 5 minutos. Dirigentes da agremiação acreditam que podem perder pontos de harmonia. O segundo carro que representava Taj Mahal apresentou um problema assim que cruzou a linha amarela do desfile. Dirigentes chegaram a afirmar que a falha não iria comprometer o desfile, mas um enorme buraco se abriu na avenida deixando um espaço em branco antes da alegoria passar.

Este ano, o tradicional grupo de Afoxé não abriu os desfiles. Em vez dele, desfilou um grupo de dançarinos coreanos e descendentes. Eles vieram para o Brasil como parte das festividades dos 50 anos de imigração daquele país. A apresentação teve uma dança que se chama B-boys, representação de tae-kwon-do e garotas com a tradicional dança do leque. Os brasileiros descendentes de coreanos usaram roupas em homenagem a dinastia do rei Sejong, o Grande, que criou a escrita coreana por volta de 1.440.

“As pessoas nos receberam muito bem. Com certeza será uma boa lembrança para todos nós”, disse a jornalista Yoo Na Kin, de 29 anos, que nasceu na Coreia, mas veio para o Brasil ainda criança. Outra novidade foi a participação de três paraquedistas que saltaram no sambódromo às 22h50. Eles pularam de uma altura 1,2 mil metros. O salto levou cerca de cinco minutos. Ainda desfilariam na primeira noite Império de Casa Verde, X-9 Paulistana, Vai-Vai, Rosas de Ouro, Acadêmicos do Tucuruvi e Mancha Verde.  (COM CRISTIANE BOMFIM E TIAGO DANTAS – JORNAL DA TARDE)

 

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