Com Bahia e Jorge Amado em destaque, Mocidade Alegre encerra seu desfile no Anhembi

Estadão

19 Fevereiro 2012 | 02h18

Sétima colocada no carnaval paulistano de 2011, a Mocidade Alegre usou no sambódromo do Anhembi a poesia para abordar a cultura afro-brasileira. Através da obra predileta de Jorge Amado, Tenda dos Milagres, a escola vermelho e verde da Zona Norte de São Paulo levou para a avenida a tradição dos Ojuobás, os representantes de Xangô que buscam a justiça na Terra, com o enredo “Ojuobá – No Céu, os Olhos do Rei… Na Terra, a Morada dos Milagres… No Coração, Um Obá Muito Amado!”

 

“A temática afro faz parte do passado de glórias da Mocidade Alegre e, em 2012, mantendo o perfil inovador e arrojado de fazer carnaval, também prestará uma saudosa homenagem a ele que é símbolo de defesa da cultura afro-brasileira, nosso consagrado escritor Jorge Amado, e com isso conquistamos o privilégio de pertencer ao circuito oficial de comemorações de seu centenário”, comentou a presidente da agremiação, Solange Bichara.

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Conhecida entre as escolas de São Paulo como a “Morada do Samba”, a Mocidade Alegre foi atingida por um incêndio em seu barracão no dia 9 de janeiro. Embora o fogo tenha ocorrido numa área onde estavam as esculturas de carnavais anteriores, a comunidade e os carnavalescos Sidnei França e Márcio Gonçalves tiveram de se desdobrar para recuperar algumas alegorias e esculturas do desfile deste ano que estavam no barracão instalado sob o viaduto Pompeia.

 

A Mocidade, que está em jejum de título desde 2009, fez um desfile com 3.500 componentes, 25 alas e cinco alegorias. Os destaques da escola foram os atores Cassio Scapin e Nil Marcondes, além de Aline Oliveira, rainha de bateria.  A escola iniciou sua apresentação à 1h18 desta madrugada de domingo, 19, e fechou o desfile dentro do prazo estipulado pelo regulamento. (COM DAIENE CARDOSO, DA AGÊNCIA ESTADO)

 

Veja fotos dos principais momentos do desfile de Carnaval de São Paulo.

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