Homem-Aranha faz performance na festa dos super-heróis do carnaval de Olinda

Estadão

19 Fevereiro 2012 | 16h02

Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo

O Homem-Aranha fez performance com enredo no final da manhã deste domingo, 19, em Olinda, na festa dos super-heróis. Ele desceu – por fora – os 19 metros do prédio da caixa d’água, no Alto da Sé, depois de vencer dois bandidos que tentavam sequestrar sua amada Mary Jane. Depois de vencer o embate, ele chegou ao chão acompanhado da moça.

Jal Oliveira, que é instrutor de uma empresa de esportes radicais, é atração no domingo de carnaval, quando o bloco Enquanto Isso na Sala da Justiça promove, há 17 anos, o encontro de Batmans, Wolverines, Hulks, tartarugas ninjas e toda sorte de heróis e vilões famosos e também inventados. O Homem-Aranha é personagem do bloco há oito anos. Há três é patrocinado pelo governo do Estado para realizar sua aparição triunfal, utilizando equipamento de alpinismo e técnica de rapel.

O bloco saiu pelas ladeiras da cidade depois das 13 horas (horário de Brasília), mas o melhor foi a concentração, defronte da Academia Santa Gertrudes, onde os integrantes do Mucha Lucha desde cedo abriam o ringue móvel que carregam para realizar desafios entre os heróis e vilões. Desta vez, alguém trouxe um caixão que foi imediatamente incorporado à brincadeira e passou a ser o destino de quem perdesse.

Para o caixão – as vítimas deitavam nele – também foram os repórteres que ousavam entrar no ringue para fazer entrevistas e até Jesus Cristo – personagem do olindense José Corrêa Lima, 40 anos – que lutou com “Jason” e perdeu. Depois de entrar no caixão, saiu aos gritos e aplausos da multidão que gritava “Jesus ressuscitou”.

Fantasiados de “Essa fada”, com seus chapéus e varinhas de condão, um grupo de São Paulo compareceu mais uma vez à festa, que incluía superpegadores, superdotados e superburacos – em crítica à má conservação dos asfaltos. “Sou apaixonado por essa irreverência do carnaval de Olinda”, afirmou uma das fadas, o engenheiro Caio Bottiglieri, 38 anos, que nos últimos 15 anos esteve presente a 10 carnavais na cidade. “Olinda mistura esse clima de brincadeira quase infantil com a tradição da cultura regional”, resumiu.

Toda a cidade histórica está tomada de gente, num carnaval alegre, de rua.

 

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