A três dias do desfile, quadra da Rosas de Ouro é interditada

Estadão

06 Fevereiro 2013 | 07h48

Às vésperas do carnaval, a Prefeitura de São Paulo interditou nessa terça-feira, 6, por falta de segurança,  a quadra da escola de samba Rosas de Ouro, na Freguesia do Ó, zona norte. O clima era de correria para tentar regularizar a situação do espaço, que consta na lista de “locais de reunião” sem auto de vistoria dos bombeiros.

 Logo após chegar da Prefeitura, a presidente da escola, Angelina Basílio, informou que fará os ajustes pedidos na parte elétrica. “É uma questão de segurança, de alguns itens. A gente já está providenciando”, disse.

Segundo ela, o local cumpre a maioria das exigências, como saídas de emergência e presença de extintores suficientes. “É para a família roseira ficar tranquila.”

Foto: JF Diorio/Estadão

Angelina afirmou que todo o desfile da escola está pronto e os carros já estão no sambódromo. Apesar da interdição, a escola deve manter uma equipe reduzida na quadra para distribuir as fantasias para os componentes.

Na sede da escola, porém, o clima não era de tanta calma. “Estamos resolvendo problemas, não dá para falar”, disse um integrante, fechando o portão para impedir a entrada da reportagem. Do lado de fora, outro reclamou: “É uma injustiça. A Rosas tem a melhor quadra da cidade”.

A farmacêutica Débora Cristina Mingireamov, de 38 anos, frequenta a quadra há mais de dez anos e também defende a escola. “Venho aqui com minha filha, é seguro”, disse ela, que encontrou a quadra interditada quando foi retirar sua fantasia.

Vendedora de cachorro-quente há 15 anos na frente da escola, Maria das Graças Gomes, de 56 anos, também questionou o fechamento. “Há várias saídas, não tem problema de segurança. Às vezes, tem uma briguinha, mas não é culpa da escola.”

Prazo. A quadra havia sido visitada por equipe da Prefeitura no sábado, que deu prazo para que a agremiação resolvesse a pendência com os bombeiros até ontem. O Corpo de Bombeiros recebeu ordem de vistoriar locais com capacidade para mais de 500 pessoas no Estado. Questionada se outras agremiações foram visitadas, a corporação não respondeu até a noite de ontem.

 Artur Rodrigues e Juliana Deodoro,  O Estado de S.Paulo