Beija-Flor e Vila Isabel são favoritas no Rio

Estadão

13 Fevereiro 2013 | 07h13

O Estado de S.Paulo

Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Vila Isabel e Salgueiro se consolidaram nos últimos dez anos como o quarteto mais bem organizado do carnaval na Sapucaí. Atualmente, são as escolas de samba do Rio que gozam de prestígio com credores e eventuais patrocinadores. Por isso, fazem os desfiles mais suntuosos. Neste ano, não foi diferente e a campeã do Grupo Especial certamente sairá hoje dessa lista.

A apuração começa às 16 horas no sambódromo e será transmitida pelo estadão.com.br. Serão analisados dez quesitos, cada qual com quatro jurados. As notas vão de 9 a 10. A menor por quesito será descartada. Apenas uma escola cairá para o Grupo A.

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Na segunda noite de desfiles, Beija-Flor e Vila Isabel arrancaram do público o grito de “É campeã”, o que não ocorreu na primeira parte da festa, embora Salgueiro e Unidos da Tijuca tenham se destacado pela grandiosidade das apresentações. Com o estranho enredo sobre o cavalo manga-larga marchador, escolhido após injeção de R$ 6 milhões de um grupo de criadores, a Beija-Flor mais uma vez se impôs pelo luxo de alegorias e fantasias. Fez um desfile técnico e arrebatador.

Já no fim da madrugada, a Vila Isabel contou a história da vida do agricultor brasileiro e foi a única a levar o público a cantar o samba, o mais elogiado das 12 escolas, de autoria de Martinho da Vila, Arlindo Cruz e mais três compositores. A escola surpreendeu pela riqueza de detalhes nas fantasias – leves em geral, mas com acabamento caprichado. No fim, a bateria simulou um arraial, com bandeirinhas e coreografia, o que aumentou a empolgação da plateia.

Depois de uma exibição alegre da São Clemente, escola que abordou as novelas, a Mangueira, a segunda a desfilar, parecia disposta a incomodar as favoritas. A Verde e Rosa dispensou um enredo sobre o intérprete Jamelão e decidiu enaltecer Cuiabá em troca de R$ 4 milhões. Mas uma alegoria do último carro ficou presa na torre dos fotógrafos, provocou atraso de seis minutos e deixou um enorme vazio na pista. Houve pânico entre os profissionais que estavam lá em cima.

Logo após o incidente, que ofuscou o ineditismo da Verde e Rosa de levar duas baterias ao sambódromo, a Beija-Flor entrou na Sapucaí com sua já conhecida capacidade de fazer tudo bem feito. Em seguida, veio a Grande Rio, de Duque de Caxias, que não empolgou com o tema sobre a distribuição dos royalties do petróleo. Com alegorias e fantasias pesadas e repetitivas – quase todas com capacete -, a escola levantou muito pouco (ou quase nada) o público.

Mico. O pitoresco ficou por conta do ex-jogador Ronaldo Nazário, que, mesmo sem desfilar, em vez de usar acessos e áreas de circulação tradicionais do sambódromo, resolveu cruzar a Sapucaí em pleno desfile. Por pouco, não trombou com o último casal de mestre-sala e porta-bandeira.

Na sequência, a Imperatriz Leopoldinense levou a cultura marajoara à Sapucaí. Mas um problema no quinto carro atrapalhou a agremiação. Houve princípio de incêndio do lado esquerdo do carro que representou o Mercado Ver-o-Peso, causado por superaquecimento. Mais de dez bombeiros tiveram de controlar a fumaça, que invadiu a pista, mas os integrantes não chegaram a deixar a alegoria.

A festa terminou em grande estilo, com a Vila Isabel e seu arraiá em plena Sapucaí.