Carnaval de SP encerra em clima de alegria e sem chuva

Estadão

10 Fevereiro 2013 | 06h30

Equipe AE

Com o sambódromo mais lotado do que na primeira noite e tempo bom de ponta a ponta nos desfiles, o carnaval paulistano encerrou em clima de alegria e sem incidentes graves o Carnaval 2013. Nesta segunda noite de apresentações do Grupo Especial, todas as agremiações conseguiram fazer sua performance no tempo regulamentar.

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Com uma exaltação à luta pela igualdade, a Nenê de Vila Matilde abriu a festa e levantou a arquibancada. Vibração a mais para a escola da zona leste foi garantida por integrantes do bloco baiano Olodum, que tiveram um carro alegórico e participaram como ritmistas da bateria. A dramaturgia da ala Canudos, com Zé Celso Martinez no papel de Antonio Conselheiro e o Teatro Oficina, também surpreendeu. Depois de vencer o Grupo de Acesso no ano passado, a Nenê quer se manter na elite do carnaval.

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A avenida virou um estádio com a chegada a Gaviões da Fiel, agremiação da torcida organizada do Corinthians. O público cantou o tempo inteiro o samba sobre a propaganda como alma do negócio, com ênfase à fidelidade. Lembraram ainda uma partida de futebol os fogos, rojões e sinalizadores que enfumaçaram a avenida até o momento de a bateria entrar no recuo. O carro alegórico com o goleiro Cássio, herói da conquista corintiana no Mundial de Clubes de 2012, também causou frenesi em sua trajetória pela passarela do samba.

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Em busca do bicampeonato do Grupo Especial, a Mocidade Alegre traduziu com irreverência seu enredo sobre a sedução e fez o público cantar o samba com letra fácil de decorar. Da tentação bíblica da maçã no abre-alas até as alas sobre os sete pecados capitais, os adereços foram incríveis: cupcakes para representar a gula, fantasias douradas com detalhes de notas de dinheiro para retratar a avareza e componentes embrulhados em edredons e travesseiros para simbolizar a preguiça.

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Quarta a desfilar, a Tom Maior empolgou o público com seu enredo sobre o prazer e transformou a avenida em um parque temático dos desejos. Espécie de ícone de Adão, um destaque masculino seminu no abre-alas provocou frisson com sua performance. A bateria, do mestre Carlão, entrou no recuo exibindo tons de vermelho, laranja e amarelo, tudo para simbolizar o “fogo do desejo”. O passaporte prazeroso veio com a modelo e atriz Angela Bismarchi fantasiada de felina para escancarar o sexo animal da pré-história.

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Com o enredo sobre os 50 anos da imigração coreana, a Unidos de Vila Maria fez um desfile correto, mas sem empolgar o público, formado nas primeiras filas por integrantes da comunidade no Brasil. A agremiação cumpriu o tempo regulamentar com aflição, pois teve certa demora para pôr em movimento seu segundo carro alegórico, representando o tigre asiático. Caracterizada de Fênix, a madrinha de bateria, Elen Pinheiro, fez até uma tatuagem para retratar a figura mitológica que ressurge das próprias cinzas e é um dos símbolos da nação oriental.

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A arquibancada superior do sambódromo de São Paulo já estava vazia quando a Acadêmicos do Tucuruvi entrou no Anhembi na madrugada deste domingo com o enredo Mazzaropi: O adorável caipira. 100 anos de alegria, uma homenagem à história do ator e cineasta brasileiro Amácio Mazzaropi. Soltando papéis brilhantes na avenida, o carro abre-alas veio decorado com bexigas multicoloridas e a figura central da festa, Mazzaropi, tentando animar a plateia. A primeira alegoria exibiu um grande circo, onde o comediante começou a trabalhar aos 14 anos. Palhaços, trapezistas e outros artistas circenses dividiam o centro com um atirador de facas, sendo todos cobertos por uma lona.

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Médicos, curandeiros, pajés e xamãs coloriram o encerramento do carnaval paulistano no desfile da Império de Casa Verde, que trouxe em seu samba-enredo o tema “Para todo mal, a cura”. Até mesmo a civilização egípcia e terapias orientais foram lembradas pela escola na caminhada pela avenida já no início da manhã de domingo.

A apuração dos votos e o resultado do carnaval paulista acontecem na terça-feira, mas neste ano está vedada a participação do público, para evitar incidentes como o do ano passado que comprometeu a contagem de votos.

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