Em Santos, mais turistas ocupam o cais do que as praias no carnaval

Estadão

10 Fevereiro 2013 | 11h41

Zuleide de Barros, Santos – Nada menos que 37 mil pessoas se concentraram neste final de semana no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, no Porto de Santos, para embarcar nos oito navios com destino à folia em alto-mar. A maior parte dos turistas embarcou em cruzeiros com direção ao Nordeste, tendo Salvador, na Bahia, como o principal destino. A movimentação no cais foi tão grande, que os dirigentes do terminal determinaram a atracação de dois navios só no final da tarde, uma vez que o local só comporta seis navios em operação. Apesar do aperto no embarque, o que não faltou foi animação entre os viajantes, que torciam por um Carnaval bastante diferente em alto-mar.

O tempo nublado não atraiu muitos turistas às praias, embora as cidades da Baixada Santista já constatassem a presença dos visitantes na noite de sexta-feira, com a lotação de bares e restaurantes, sobretudo em Guarujá, município que era só otimismo com a chegada do Carnaval. A rede hoteleira da cidade, que conta com 9.800 letos, tem a expectativa de atingir 100% de ocupação, em razão das reservas já confirmadas. A previsão do Guarujá Convention & Vistors Bureau é de que a cidade receba 1 milhão de pessoas nos quatro dias de folia.

Não só no Carnaval, mas em toda a temporada, Guarujá reúne uma série de atrações para os turistas, que vão do turismo ecológico, com trilhas, ao turismo de aventura, com tirolesa, rapel, parapente, kate surfe, entre outros. O turismo náutico é uma das opções mais procuradas, com passeios de barco e jet ski. Fora isso, são 27 praias, distribuídas em 22 quilômetros de orla. As condições de balneabilidade são as melhores. A praia do Tombo é a única no Brasil a possuir o selo de internacional de qualidade Bandeira Azul.

Praia Grande e outras cidades do litoral sul, como Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe também começaram a receber ontem uma avalanche de visitantes, deixando o trânsito das principais avenidas bastante congestionado. Na Praia Grande, já havia filas no comércio: dos açougues e às padarias. Mas ninguém reclamava. Um dos turistas dizia: “tudo é festa, quando a gente quer se divertir e sair um pouco da rotina”.

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