Mangueira conta a história de Cuiabá

Estadão

11 Fevereiro 2013 | 21h48

O Estado de S.Paulo

O desfile da Mangueira foi comprometido por um problema no último carro alegórico, que representa Cuiabá como cidade-sede da Copa. Uma borboleta, que se destacava no alto da alegoria, ficou presa na torre reservada aos fotógrafos. Isso provocou atraso de seis minutos no desfile, o que fará a escola perder um décimo por minuto. Também será penalizada no quesito evolução, já que foi aberto um enorme vazio na pista entre o carro e o restante dos componentes. O fato de ter desfilado com duas baterias – que fizeram um bonito efeito -, pode ter deixado a apresentação da escola mais lenta.

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Quando o carro alegórico ficou preso na torre, o presidente da escola Ivo Meirelles entrou em desespero. Ele próprio correu para trás da alegoria e coordenou a atuação dos componentes para liberar o carro. No fim do desfile, Ivo Meirelles chorou. “Nós sabíamos que atrasaríamos um minuto, mas preferimos perder um décimo e terminar o desfile sem correr. No fim, com o problema, acabamos atrasando mais”, afirmou Meirelles. O presidente da escola não acredita que o atraso tenha ocorrido por causa das duas baterias.

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A Mangueira havia começado a apresentação em grande forma – com homenagens aos seus baluartes, o verde e rosa predominando nas fantasias, carros luxuosos, o samba na ponta da língua dos componentes. A bateria Surdo 1, multiplicada por dois, arrebatou o público: 500 ritmistas, divididos em dois grupos, que se alternavam.

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Aos 48 minutos de desfile, as duas baterias silenciaram pela primeira vez. Por três minutos , os componentes e o público sustentaram o samba sobre Cuiabá, uma das cidades-sede da Copa. Na segunda paradona, o efeito não se repetiu. As arquibancadas não reagiram.

Confira os destaques do desfile:

22h52: “O apito a tocar preste atenção!/ Mistérios e lendas de assombração/ Segui com coragem, mostrei meu valor/ Eu sou Mangueira a todo vapor”. A Mangueira já está na passarela do samba.

23h04 – CLARISSA THOMÉ: Mestre Aílton entra na avenida com duas baterias, com 250 ritmistas cada, que vão desfilar lado a lado. Enquanto uma se apresenta, a outra silencia e levanta os instrumentos. O efeito fez bonito no ensaio técnico.

Dos 500 ritmistas, 180 foram arregimentados há 3 meses. Muitos vieram de outras escolas. “A segunda bateria é para trazer para o desfile a garra e emoção do ensaio técnico. Elas têm funções diferentes, mas a mesma importância”, disse o presidente Ivo Meirelles. A bateria fará paradinhas e paradonas “até maiores que as do ano passado”, disse Ivo.

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23h15 – CLARISSA THOMÉ: A comissão de frente retrata a formação do povo de Cuiabá, guiados por um pároco. Delegado, o mais importante mestre-sala da escola, surge desse padre.

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23h26 – CLARISSA THOMÉ: Depois de receber críticas no Twitter pelo bumbum musculoso, Gracyane Barbosa disse que não se importa com as mensagens maldosas. “Eu malho o ano inteiro, sempre malhei. Não tô nem aí para as críticas. Tô aqui para apresentar a surdo 1”. Luana Piovani e o novelista Aguinaldo Silva estão entre os que comentaram as formas da rainha de bateria.

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23h37 – CLARISSA THOMÉ: A bateria da Mangueira faz uma paradona de dois minutos e meio, e o público acompanha, canta e aplaude, de ponta a ponta da Sapucaí.

23h59: Com 1h13 de desfile, escola ainda tem carro passando na metade da avenida. Tempo regulamentar é de 1h22.

00h08: Mangueira estoura o tempo regulamentar de apresentação. Ainda tem muita escola para passar pelo sambódromo.

00h11 – EQUIPE AE: Escola estourou em seis minutos o tempo de desfile após o último carro, que representa a cidade-sede, ficar preso na torre em que fotógrafos registram a apresentação.