O carnaval voltou a Belo Horizonte

Estadão

10 Fevereiro 2013 | 15h38

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Foto: Divulgação

Bruno Marques, de Belo Horizonte – O espírito dos blocos de Carnaval de rua tem conquistado cada vez mais os moradores de Belo Horizonte, de dois anos para cá. Ao contrário dos anos anteriores, quando a Capital de Minas Gerais se tornava uma verdadeira cidade fantasma, a concentração de crianças, jovens e adultos nos “bloquinhos” – como são chamados pelos mineiros – tem mudado a imagem pacata de Belo Horizonte durante os dias de festa.

A foliã Lúcia Pinheiro Costa Machado, assistente social aposentada, de 62 anos, justifica esse movimento de resgate da tradição do Carnaval de rua em Belo Horizonte. “As famílias estão indo às ruas para celebrar o carnaval. Hoje, os riscos de viajar são muitos. Agora, podemos curtir todos juntos. O clima está ótimo e o Carnaval coloriu a cidade”, conta.

Fantasiada de capetinha e acompanhada de familiares e amigos, Lúcia desfilou neste domingo na tradicional região da Savassi, área Centro-Sul de BH, no bloco Unidos do Samba Queixinho, que reúne cerca de 70 pessoas e anima os seguidores com MPB, bateria e marchinhas próprias.

Outro bloco em desfile na tarde deste domingo é o Cacete de Agulha, que irá do bairro Santa Efigênia, na região hospitalar até a Praça da Liberdade, cartão postal de Belo Horizonte. Com muito humor, o nome do bloco faz alusão a uma reportagem publicada em uma TV local, quando um jovem, ao doar sangue, se assusta com o tamanho da agulha que iria perfurar a sua veia.

O bairro de Santa Tereza, conhecido pela rua característica boêmia entre os belorizontinos, também reúne diversas opções de bloquinhos neste domingo. Cheios de criatividade, os nomes são os mais curiosos. Rola Moça, Esquina, Alcova, Bloco du Seu Pai e Filhas de Gaby e Impresta 10.

No bairro Cidade Jardim, há opção de bloco de rua para os que gostam de música eletrônica. O Bloquinho da DJ Sininho, que se apresenta pela primeira vez, recebe DJs convidados para animar a festa a partir das 17h, na Escola de Samba Cidade Jardim.

Segundo a Belotur, Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte, o número de blocos independentes cresce a cada ano. Esse ano, mais de 70 bloquinhos deverão comandar a festa nas ruas da Capital.

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