Viaturas são depredadas em tumulto no Cordão da Bola Preta

Estadão

09 Fevereiro 2013 | 14h43

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Fonte: Marcos de Paula/ Estadão

Marcelo Gomes e Vinicius Neder, Rio – Três viaturas da Polícia Militar (PM) foram depredadas num tumulto na dispersão do desfile do Cordão da Bola Preta, que arrastou uma multidão de pessoas pela Avenida Rio Branco, a principal do Centro do Rio. Uma das patrulhas teve os vidros quebrados. Foliões subiram nos três carros, que ficaram com as latarias amassadas. Dezenas de pessoas passaram mal na confusão. Algumas desmaiaram, mas não houve relatos de feridos ou de prisões.

Organizadores do bloco, um dos mais tradicionais e populares do carnaval do Rio, calcularam que o público do desfile pode ter chegado a 2,5 milhões de pessoas. A Riotur, empresa de turismo da Prefeitura do Rio, calculou o público em 1,8 milhão.

O desfile terminou na Cinelândia, em frente ao Theatro Municipal, onde começou a confusão por volta das 14 horas. Atravessados na esquina da Rio Branco com a rua Evaristo da Veiga, os carros da PM impediam a passagem dos foliões. Por isso, foram cercados pela massa humana, que não tinha como passar, a não ser por cima deles.

Incapazes de impedir que os foliões subissem nas viaturas, os policiais militares evitaram enfrentá-los, o que poderia dar início a um confronto de consequências bastante graves, tal o aperto que havia na avenida naquele momento. A concentração para o desfile do Bola Preta começou por volta de 9h. Após o tumulto, o carro de som foi desligado e os policiais começaram a esvaziar a  Rio Branco. Mas milhares de foliões continuaram na pista.

Neste ano, a previsão da Prefeitura do Rio é que 6 milhões de foliões devem acompanhar os 492 blocos autorizados a desfilar. Entre sábado e a Quarta-feira de Cinzas, haverá 357 apresentações, num movimento de crescimento exponencial na última década, que transformou o carnaval do Rio, atraindo cariocas que antes viajavam e turistas para a cidade.

Antes da confusão, foliões de todas as tribos e idades se divertiram no Cordão do Bola Preta. As fantasias pretas e brancas predominavam, mas também era possível ver homens vestidos de mulher, famílias com carrinho de bebê e grupos de amigos com “uniformes”.

“Há seis anos a gente vem ao Bola Preta com a camisa que criamos”, contou o aeroportuário Fernando Ribeiro, frequentador do bloco há cerca de dez anos. Ao seu lado, uma marinheira de primeira viagem: sua namorada, Isadora Peres Nunes, na expectativa pela folia na multidão. “O carnaval no Rio está cada vez mais cheio, mas só viajei para a fora da cidade uma ou duas vezes no feriado”, completou Ribeiro.

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