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Paulo Rosenbaum

29 de setembro de 2019 | 17h40

 

 

 

 

 

O tempo, unidade irretorquível, é tua medida

Assim como é tua a escolha da liberdade

Nestes milenios a Terra inculta

Aprendeu a fecundar-se

E, sem mistério, passamos a perceber

O jardim que nos habita

Pois hoje é um dia decisivo

Hoje, antes que termine a noite

Tudo será recriado,

Da lamparina à luz natural

Dos feixes de água até os espelhos das cavernas

Das nebulosas às ágatas que rolam

Nestes quase seis milênios

Os povos debateram quais seriam seus nichos

Os homens, em consensos instáveis, saíram das tribos

Entraram em comunidades

E cambaleantes, mudaram o percurso do mundo

Oscilantes, abalaram a Terra com sangue e discriminação

Hoje, mais do que ontens e amanhãs, é tua chance de enxergar

A fusão de horizontes como única saída

A Tolerância como premissa

A Consciência como eixo da mutação

Fixamos datas como simbolos

Mas elas podem ser bem mais do que isso

Elas são marcos da distinção

Respeito às idiossincrasias

É contemplar o entorno como união

A separação como exceção

A vida como norma

E o dialógico como filtro do convivio

Acenamos para a cabeça do ano (Rosh Haschana)

Como quem congratula-se com irmãos

Venham de onde vier

Estejam onde estiver

Neste dia, Israel, em uma palavra, acena com a inspiração

Secular e não secular

Para que o destino esteja na posse de cada sujeito

Num tempo que nos congregue

Para além do tempo presente

Meditando o mundo interno

Vivendo cada dia representando o Eterno.

Shaná tová e um ano bom e doce para todos

 

 

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