Contra quem lutamos?

Contra quem lutamos?

Paulo Rosenbaum

03 de novembro de 2013 | 13h43

 

Violência em atos ofusca movimentos pacíficos em São Paulo

 

Enquanto Maduro enxerga Chávez nos terminais, Cristina vê Nestor na Casa Rosada e a presidente projeta o rosto do mentor nos postes do distrito federal. Isso significa que lutamos contra fantasmas, irracionalismos estudados na véspera. Lutamos contra entidades abstratas e ideologias personalistas não democráticas. Bolsas geram inclusão, mas não integração para o desenvolvimento. Precisamos de vínculos sociais estáveis que só renda e trabalho oferecem. Os países da América Latina se fecham num protecionismo beócio, travam lutas contra a liberdade de expressão e resistem à única saída possível ao terceiromundismo: a abertura que oxigena a política e a economia. A demonização da liberdade, confundida com liberalismo, ainda não tem um nome político, mas isso é questão de tempo.

Quando um modelo está presta a ruir dizem que há ascenção formal e informal dos prestidigitadores. que, em nossa era, atendem pelo nome de marquetólogos. Vendem ilusões e plantam as sementes do embaralhamento para levar seus clientes ao pódio eleitoral. Essa gente, que apenas por abstração escapa da acusação de estelionato, usa a distração e o consumo para fomentar paraísos nas terras devastadas. Ou não estamos ainda lá com a epidêmica cifra de 50.000 mortos no último ano, vítimas da violência?

Mas é claro que a liderança horizontal tem maestros. Numa roda destas que se formam, depois que a cota de carros queimados foi atingida, ouviu-se de alguém ao celular que “estava tudo conforme o planejado” e que o “pessoal estava satisfeito”.

Alô pessoal, não é porque estamos perplexos que não captamos o plano.      

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