Repetentes

Repetentes

Paulo Rosenbaum

14 de março de 2014 | 18h51

 

Oposição volta às ruas de Caracas e Maduro promete reação mais forte

 

Racismo: armadilha em campo

Não é possível tantos repetentes em história. A matéria não nos aguenta mais. Neonazistas, fascistas, ultranacionalistas, pós-comunistas, xenófobos, racistas, vândalos e golpistas. Rússia expansionista. Intolerância alastrada. Revisionismo viciado. Ditaduras legitimadas. Insolvência andina. Lugar comum da violência. Intolerância ferina. América hesita.

Mal estar na cultura? Se ao menos fosse inédita. Todos os eruditos passaram diagnósticos: problemas de identidade, fundamentalismo selvagem, complexidade do mundo cibernético, fim da pós modernidade. Oi?  

Nas acusações a rodo notem a corrosão da linguagem. Políticos negociam. Quem disse que era essa era a carência? Se há urgência? Voltem a ouvir. Indícios de que a vida civil agoniza? Observem os enxames. Multidões viciadas nas soluções brutais. Sonha-se com a volta de martelos e cutelos. Toda revolução é autoritária. De golpe em golpe desconstruímos acordos. Anulamos contratos. Esfacelamos instituições. Certo. O que colocar no lugar?  Ditar-se-á.

A crise não é nova, ela é só da hora. Sob os auspícios do Estado a política só pensa em massas. Com o partido redimido o sujeito foi subtraído. Ainda assim, é preciso sobreviver. Esgana-se o outro.  A gana nos engole. A grana nos encolhe.   

Enquanto compatriotas se matam pelas ruas da América Latina, homicídios explodem nos quintais. A política externa nacional dá seu aval, no compadrio ideológico, na secura monológica. E que ninguém se culpe por não entender, é incompreensível.

A história pode não ter acabado. Nossa criatividade para gerar novo espírito sim. 

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