Mutação do Poder

Mutação do Poder

Paulo Rosenbaum

27 Agosto 2017 | 01h48

 

 

 

 

 

 

 

(Foto do autor – 2016)

 

Escravos do Estado

Marcham, lado a lado

Entre slogans e partidos

Enquanto nós, feridos

Circundamos o abismo

Das jogadas e subsídios

Do reacionário ao judiciário

Dos governos e seus petardos

Fundos públicos e comícios

Para eles, somos bastardos

E, à revelia, sustentamos a usurpação

Até que, pisoteada, a democracia

Assumirá a conspiração

Refluíra, perdendo a inspiração,

Concedendo vigas à tirania

Até o novo encontrar outra direção

Abolindo a polaridade obscura

A ruína branca será, enfim, dissipada

Os intermináveis anos de tortura

Do pesadelo, acordaremos na madrugada

Mas em tempo, e já fora da ditadura

Conscientes dos disfarces da hegemonia

Da malandragem, dos ardis e da censura

A política descerá ao ponto de ebulição

Defenestrando mediocridades

Até que a completa mutação

Se fará ouvir pelas vielas, ruas e cidades

Uma imensa poeira será desfeita

E diálogos retornarão  sem persuasão

Destruindo o núcleo duro da cultura

Que impregnava de fervor as ideologias

Até que confessem todos os sofismas

Desvelando a falsificação do saber

Para enfim fazer ceder

O acesso do justo ao poder

 

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