O “X” do Xadrez

O “X” do Xadrez

Paulo Rosenbaum

04 de janeiro de 2021 | 11h47

Max Von Sydow joga Xadrez com a morte.

“O Sétimo Selo” filme de Ingmar Bergmann


Desta vez o Blog Conto de Notícia entrevistou o Mestre Internacional de Xadrez, Rubens Alberto Filguth para que ele nos repasse um pouco das suas experiências e impressões sobre o estado da arte de um dos jogos mais fascinantes já inventados. 

A cena acima extraída do filme “Sétimo Selo”de Ingmar Bergman, representa uma partida entre o cavaleiro do medievo, interpretado por Max Von Sydow, e a morte, num dos jogos mais significativos e simbólicos da história do cinema.  

Acompanhei uma recente entrevista de Rubens para um site especializado e segui uma linha um pouco distinta de diálogo.  Depois da série “Gambito da Dama” (ou Rainha) e como tudo que entra no radar da moda, o número de pessoas interessadas em xadrez aumentou de forma exponencial. Inevitavelmente algumas perguntas intrigantes surgem quando uma atividade apresenta um súbito e impressionante aumento de popularidade.  Este interesse será sustentável? As inúmeras possibilidades de interação não presencial desta modalidade de esporte favorecerão sua expansão? Quais as vantagens do Xadrez para o desenvolvimento do raciocínio, capacidade cognitiva, percepção do tempo, e resistência psicológica desta arte ancestral criada na Índia, no século VI?

Blog Conto de Notícia  – O que você teria a dizer para quem está começando a se interessar pelo jogo?

R – Minha saudação inicial a você, Paulo, e a todos os leitores de seu prestigiado blog. O Xadrez foi o melhor e mais profundo instrumento que eu pude utilizar para alcançar sucesso nas mais diversas áreas de minha vida. Aprender Xadrez e as técnicas e estratégias básicas do jogo pode trazer uma ampliação de horizontes pessoais inimagináveis. Eu recomendo entusiasticamente e faço uma importante ressalva de que para alcançar tais benefícios não é necessário ser especialmente inteligente e nem tampouco levar anos de dedicação insana à atividade. Basta uma compreensão geral do jogo, algum treinamento e reflexão sobre seus fundamentos. Ou seja, qualquer pessoa pode conseguir com alguma dedicação em curto período de tempo. É uma aventura lúdica e prazerosa.

Blog – O que fazer para descaracterizar o jogo como uma atividade elitista ou só para grandes mentes? Me parece que essa é a imagem popular da atividade, pelo menos no Brasil e na América Latina.  

R – Em todo o mundo a visão que cada país dedica ao xadrez varia de acordo com aspectos estruturais, culturais e sociológicos. No Brasil, um país que tem a alta cultura em processo de deterioração há mais de 50 anos, para reverter esse conceito me parece que seriam necessárias mudanças estruturais significativas, talvez até mesmo reinventar o próprio conceito de cidadania. Em resumo, o povo precisaria deixar de ser objeto e passar a ser protagonista, o que convenhamos, está muito distante da realidade atual. Projetos de xadrez em escolas de todo o mundo demonstram que é o contrário disso, não é elitista e não é reservado para grandes mentes, mas sim para as pessoas comuns. Eu sou uma prova disso.

 

Blog – Você mencionou em uma de nossas conversas sobre as simultâneas – onde me parece que você bateu um recorde – e as partidas às cegas, isso é jogos nos quais um dos jogadores joga sem visualizar o tabuleiro. Isso de certa forma reforça o aspecto da imaginação no jogo. Na série isso é muito bem explorado, inclusive é quando a atriz consegue perceber as saídas mais brilhantes. Qual é a importância deste recurso imagético/visual para o jogador? E também da própria criatividade do jogador, pois o número de jogadas e configurações deve se aproximar do incalculável.

R – Existe uma diferença substancial entre imaginação e fantasia. Ambas são projeções mentais, porém a fantasia é um mundo paralelo que não se relaciona com realizações futuras daquele que a desenvolve. É algo passivo, muitas vezes assimilado de fontes externas. A imaginação, por sua vez, pode ser algo ativo, que se desenvolve com objetivos específicos e que tendem a se materializar através de ações concretas. Tanto na série da Netflix como em minha trajetória competitiva a imaginação foi utilizada com esse propósito, de alcançar insights poderosos, através da percepção imediata, relacionada concretamente com uma sequência de lances que pudessem atribuir vantagem nas partidas. Pessoalmente, acho que o recurso de me manter constantemente em busca da ampliação de meu potencial imagético foi um dos pontos chave em meu sucesso, tanto no xadrez como em outras atividades.

 

Blog – Há também um caráter estético. As peças, o deslocamento, o esquadrinhamento geométrico, a solenidade e o ambiente austero. O xadrez é uma manifestação da arte na sua opinião? Marcel Duchamp era da equipe olímpica francesa de xadrez e depois tornou-se um dos mais expressivos ícones da arte moderna. Ou será apenas mais um esporte?

R – Com a menção a Duchamp você focaliza a fronteira mais expressiva da relação xadrez/arte. Há uma frase dele que publiquei em meu livro “A Importância do Xadrez” que me parece axiomática: “Eu sou uma vítima do xadrez. Ele contém toda a beleza da arte – e muito mais. Não pode ser comercializado. O xadrez é muito mais puro que a arte em sua posição social”. Compartilho integralmente essa visão. O xadrez é uma forma de arte em seu estado mais elevado.

 

Blog – A questão das habilidades matemáticas necessárias para ser um bom enxadrista, isso procede? Como você vê isso?

R – Não penso que para o bom desempenho no xadrez seja necessário qualquer habilidade matemática em especial. Ao contrário, o xadrez ajuda a desenvolver raciocínio lógico matemático de tal forma que pode ser, o próprio xadrez, uma ferramenta para desenvolvimento de habilidades nessa esfera. Noções de grandeza/proporções, tempo, espaço, cálculo e outras são desenvolvidas pelo enxadrista em sua trajetória evolutiva.

 

Blog – Você deve ter vivido como jogador o clima nos campeonatos durante a guerra fria. A ex-URSS e os EUA disputavam os campeonatos sob a pressão dos bastidores políticos. Outros filmes retrataram a agressividade entre os contendores chegando a hostilidade física explicita entre os jogadores. Lembro-me das partidas entre Boris Spassky e Viktor Korchnoi na época um importante dissidente do regime e das polêmicas em torno das supostas influências de paranormais. Korchnoi chegou a pedir uma proteção de vidro entre os dois para não ser perturbado por aquilo que ele alegava ser “ondas de interferência de mentalistas soviéticos”. Anos depois do desmanche do regime soviético admitiu-se que pessoas treinadas usavam suas capacidades paranormais para tentar atrapalhar os adversários.   

R – Sim, é fato. Nossa essência é o padrão com que nossa consciência vibra. Desde sempre o homem busca subjugar seus semelhantes, e nos últimos séculos inúmeros foram os experimentos para acessar o campo vibracional dos indivíduos com a finalidade de influir ou direcionar seus comportamentos. Os sentidos humanos são a porta de entrada dessas vibrações que são transmitidas por música, imagens e narrativas assentadas em suportes os mais diversos (TV, Rádio, Cinema, livros, artigos, etc). No xadrez não seria diferente, por isso eu sempre busquei meios de me fortalecer mentalmente para impedir ou ao menos dificultar o efeito de interferências externas em meu desempenho.

 

Blog – Por que a participação feminina nunca foi muito expressiva? Houve o célebre episódio em 2002 quando Gary Kasparov enfrentou e foi derrotado pela enxadrista húngara Judit Polgar, então com 26 anos de idade. Imagino que este quadro deve ter mudado consideravelmente de alguns anos para cá.

R – Não disponho de dados específicos mas sei que é muito abaixo do que seria desejável e não observei evolução favorável nos últimos anos. As razões são muitas, desde a falta de apoio oficial, ausência de uma mobilização mais expressiva entre as próprias jogadoras, discriminação velada que se manifesta pela diferença de tratamento concedido por confederação e algumas federações em torneios oficiais e até mesmo questões culturais mais abrangentes de um país em caos cultural há muitos anos. Certamente há ainda outras razões. Sempre procurei incentivar e apoiar este segmento, chegando mesmo a organizar um campeonato brasileiro e acho que precisa de maior atenção por parte dos dirigentes de plantão.

 

Blog – O que há de verdade sobre o mito da excentricidade que parece ser parte da personalidade dos grandes enxadristas? Talvez o personagem mais curioso, peculiar e trágico tenha sido o caso do campeão norte americano Bobby Fischer. Teve alguma experiência de contato de jogadores com estas características?

R – Pelo dicionário, excêntrico é aquele que se desvia do centro, aquele que se afasta dos padrões normais. Então eu pergunto: hoje em dia onde fica o centro? Ou ainda, quais são os verdadeiros padrões normais? Ocorre que a imprensa mundial, com raras exceções, não vive mais do relato fiel dos fatos e sim de narrativas e versões distorcidas para atender os propósitos específicos de pequenos grupos de poder que são os donos desse segmento. Assim, com o monopólio de quase todos os meios de comunicação nas mãos de poucos, somente a visão dessas pessoas será imposta à sociedade e com isso a versão delas é que irá prevalecer e não os fatos, como eles realmente são. Por isso tanto destaque para pretensas “excentricidades” e quase nenhum para todo o resto que é exponencialmente maior.

No caso do xadrez há ainda o fato de ser uma atividade intelectual que envolve raciocínio, e como estamos, principalmente no Brasil, em meio a uma sociedade com “complexo de vira-lata”, expressão cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, o sucesso alheio é visto como insulto e blogueiros, jornalistas, articulistas, escritores que não se acham capacitados ou inteligentes o suficiente para praticar o xadrez buscam rotular os enxadristas de forma pejorativa como excêntricos, sem examinar em profundidade suas carreiras ou sua obra.

 

Blog – Outro aspecto delicado que acaba tendo destaque nos enfoques cinematográficos do mundo do xadrez é o problema da adição ao álcool e as drogas.  Você relacionaria isso à ao estresse psicológico e à pressão das competições?

R – Como disse na resposta anterior essa visão que retratam nos filmes não é a verdade dos fatos, mas sim, a versão que a indústria cinematográfica quer nos impor. Pela própria natureza da atividade intelectual que o xadrez demanda, seria um contrassenso haver grande quantidade de alcoólatras e drogados, posto que tal condição os colocaria num estado alterado de consciência que prejudicaria sensivelmente seu desempenho no tabuleiro. Afirmo com segurança que o xadrez é o esporte com menor incidência de adição a álcool e drogas.

 

Blog – Nos países cujo regime é a ditadura socialista como China e Cuba o xadrez ainda é particularmente usado como símbolo político de liderança e supremacia intelectual. Que análise faz sobre o uso político estratégico do xadrez.   

R – Acredito que se fundamente na mobilização moral e psicológica interna desses países, assim como sempre foi utilizado na Rússia. No contexto da “guerra de narrativas” como comentei acima é válido e deve ser uma ferramenta valiosa.

 

Blog – Como você acha que a inteligência infantil pode ser beneficiada pelo jogo de uma forma geral e no xadrez em particular? E quanto ao papel do jogo sobre a maturidade emocional e preparo para outras habilidades?

R – Essa pergunta poderia ser o tema de um tratado. Resumindo, de forma brevíssima, o xadrez proporciona desenvolvimento da inteligência infantil nas seguintes áreas: memória, imaginação, associação de ideias, organização mental, pensamento estratégico, cálculo, superação de obstáculos, administração do tempo, resolução de problemas, dentre outras.

No aspecto de maturidade emocional e outras habilidades o xadrez também é insuperável: saber ganhar e perder, projeção de cenários com tomado de decisões, autocontrole, respeito ao adversário, responsabilidade sobre seus atos e disciplina entre outros.

 

Blog -Poderia explicar alguns termos técnicos e frases para os leitores?

P – A melhor defesa é o ataque.

R – Não acredito que seja originária do xadrez. Nem sempre será verdadeira, posto que qualquer ataque para dar resultados deve estar bem fundamentado e um jogador que está se defendendo às vezes não consegue as condições ideais para atacar.

Blog – Dominar o centro.

R – Todo exército que ocupa as melhores posições do terreno de batalha estará em vantagem. O centro do tabuleiro é a região que dá maior poder de fogo e mobilidade para quem o domine.

 

Blog – O que significa Gambito da Rainha?

R – No xadrez, usualmente significa entregar um peão ao adversário para obter alguma contrapartida em termos de ocupação de área central do tabuleiro ou aceleração de desenvolvimento de seus efetivos.

Blog – Sacrifício de atração.

P – Ocorre quando um jogador deseja atrair uma peça do adversário a uma posição que lhe seja desfavorável, oferecendo em troca algum “material” como um peão ou peça.

 

Blog – Sacrifício de qualidade

R – É quando um jogador entrega uma Torre em troca de uma peça adversária de menor valor como um Bispo ou Cavalo.

 

Blog – O que é abertura sólida.

R – É quando um jogador desenvolve seus lances iniciais em uma formação na qual suas peças protegem umas às outras dificultando ataques imediatos por parte do inimigo.

 

Blog – Qual é o papel da “armadilha” e da surpresa na técnica enxadrística?

R – Uma armadilha é um estratagema de difícil condução que tem por objetivo induzir o adversário a erro. Não é uma técnica muito utilizada por bons jogadores porque normalmente implica em algum tipo de concessão que pode significar “um tiro no próprio pé” no caso do adversário se dar conta. Mesmo assim podem ocorrer em situações especialmente complexas onde haja muitas combinações possíveis.

Para surpreender um adversário é necessário estudar profundamente o seu estilo e suas preferências, para em algum momento da partida introduzir um lance ou uma manobra que lhe escapem às expectativas.

 

Blog  – Qual foi a partida mais emocionante/surpreendente que você vivenciou e qual a mais decepcionante?

R – Minha relação emocional com as partidas de xadrez sempre teve um caráter impessoal e foram pautadas por satisfação com o meu nível técnico de execução do que em relação com o nome de algum adversário. Nesse ritmo foram muitas as partidas que me satisfizeram pelo apuro técnico, criatividade e estética, sendo difícil indicar alguma em especial. Da mesma forma, considero decepcionantes aquelas partidas em que meus adversários cometeram erros ou imprecisões sérias que me permitiram vitórias fáceis, sem muita luta, e foram em bom número, o que é normal no xadrez.

Blog – E qual é o papel da inteligência artificial nas partidas de xadrez. Parece que o computador “Deep Blue” da IBM demorou anos, e só em 1996 conseguiu para derrotar o jogador russo Garry Kasparov. Quantas jogadas adiante um grande mestre é capaz de antever?

R – Os grandes desenvolvimentos tecnológicos, especialmente na área de inteligência artificial, muitas vezes são implementados em caráter sigiloso algumas décadas antes de chegarem ao grande público. No xadrez já se percebe que as máquinas conseguem avançar muito além dos resultados competitivos do homem. Apenas observo que se trata de “outro xadrez” que se joga com as mesmas regras do xadrez tradicional, mas com características de execução bem diferentes e ainda não plenamente compreendidas pelo homem e será necessário o decurso de tempo razoável para sabermos como comparar os dois perfis. Não há um número de jogadas preciso que um grande mestre seja capaz de prever, isto vai depender da linearidade ou não das variantes que surjam durante o cálculo concreto de possibilidades. De forma geral, seis a oito lances é considerada uma antecipação de cenários significativa.

Blog – Você explicou que uma de suas partidas mais emblemáticas usou uma estratégia psicológica jogando com a certeza da suposta superioridade técnica do adversário e preparou uma jogada que o fez cair na armadilha. Quais qualidades o xadrez pode nos ensinar? 

R – Boa parte dessas qualidades está descrita na resposta acima que menciona as habilidades de inteligência infantil e maturidade emocional que podem ser desenvolvidas com o xadrez. No caso específico da partida que você menciona contra o russo Alexander Panchenko se fizéssemos uma analogia com alguma arte marcial, eu usei o impulso do golpe dele para derrubá-lo. Eu sabia que a sua equipe contava com essa vitória e que se necessário ele iria se expor para conquistá-la, então preparei uma situação em que ele teria oportunidade de me atacar com violência, mas ao mesmo tempo, ao produzir uma “esquiva” ele se viu comprometido com a recomposição da postura e nesse curto período aproveitei para desferir o golpe que viria a ser mortal para ele.

Blog – Por último, o início. Dizem que os talentos surgem na infância. Como seu pai, Pedro Filguth, ganhador de um torneio em 1951, o influenciou na escolha da carreira de enxadrista? Aliás, é uma carreira?

R – Acho que da maneira mais adequada, apenas pela presença e pela força do exemplo, deixando seus resultados à mostra como o belo troféu e os livros conquistados. Hoje se pode falar em carreira porque já é possível viver da atividade em suas diversas vertentes como competidor, árbitro, organizador, editor e professor. Mas não é uma atividade muito valorizada se pensarmos no esforço e dedicação necessários para desenvolvê-la.

Blog – O que poderia ser feito como incentivo governamental e/ou privado para a prática sistemática do xadrez nas escolas?

R – No âmbito privado já existem algumas iniciativas individuais de enxadristas mais gabaritados e também diversos projetos escolares bem encaminhados que promovem uma lenta expansão. No âmbito governamental seja federal como estadual ou municipal, pouco se obtém pela inépcia de dirigentes que monopolizam algumas das entidades oficiais do xadrez e desviam o foco do interesse coletivo para atender interesses pessoais motivados por ambição de poder e ganhos financeiros. Uma triste realidade que se estende há várias décadas.

Blog – Quais seus atuais projetos e como está o andamento do seu mais novo projeto? Pode nos falar algo sobre o livro?

R – Neste novo ciclo de minha vida estarei pesquisando, escrevendo livros e produzindo material para pessoas interessadas em obter conhecimento, inspiração, estratégia e sabedoria para alcançar melhores resultados em suas vidas. No âmbito do xadrez o primeiro projeto consiste em livro parcialmente autobiográfico relatando aspectos de minhas vivências no xadrez e realçando os valiosos aprendizados que obtive ao longo da carreira e os caminhos que adotei para me beneficiar deles em atividades profissionais de outras áreas.

Blog – O empate no xadrez pode obter o estatuto de vitória?

R- Dependendo das circunstâncias um empate pode ter sabor de vitória, sim. Quando um jogador mais fraco consegue conter um adversário muito poderoso ou então quando um jogador se encontra em posição desesperada e à mercê de um grave erro ou relaxamento do adversário, consegue “escapar da derrota”. Já no sentido de alcançar o conhecimento verdadeiro acho indiferente o resultado desportivo de uma partida. Seria como validar cada um dos três, e somente três, disponíveis destinos: vitória, derrota ou empate.

Rubens Filguth é autor dos seguintes ivros:

Mesquinho, O Perfil de um Gênio

K x K,

Perestroika no Tabuleiro.
Xadrez de A a Z,

Dicionário Ilustrado.

A Importância do Xadrez.

Matrizes Táticas.

Inteligências em Confronto-Campeonatos Mundiais de Xadrez

Conto Xadrez (Infantil)

Conto Xadrez Pratico (Infantil)

 

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