Brasil de altos e baixos

Silvia Feola

04 de dezembro de 2015 | 11h02

Pesquisa do IBGE divulgada hoje mostra que a última década marca uma mudança no desenvolvimento social brasileiro.

De 2004 para cá, a porcentagem de mulheres chefes de família subiu 11,5 pontos, de 3,6% para 15, 1%.

A porcentagem de estudantes negros ou pardos que cursam a universidade foi de 16,7% para 45,5% em dez anos. Entre os estudantes brancos, o aumento foi de 47,2% em 2004, para 71,4% em 2014.

Apesar da recessão atual, é preciso reconhecer que o Brasil conseguiu manter por mais de uma década um balanço econômico positivo.

Mais ainda, conseguiu realizar uma queda significativa da desigualdade social.

Esses dados não podem e não devem ser esquecidos, pois esses números resumem uma parte boa da história recente do país que tem de ser valorizada por nós brasileiros, eleitores do PT, do PSDB, partido que implantou o Plano Real, responsável pelo início da estabilidade econômica.

A política nacional virou objeto de debate apaixonado num nível cujo paralelo mais próximo é o futebol. Mas, no futebol ou na política, não podemos esquecer que os bons jogadores podem estar em qualquer time, e devemos reconhecê-lo como tal, mesmo que não seja no nosso.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.