Jornal traz fotos da vida no Afeganistão nos anos 60

Jornal traz fotos da vida no Afeganistão nos anos 60

Silvia Feola

19 Janeiro 2016 | 13h55

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Reportagem publicada no tabloide britânico Daily Mail traz fotos tiradas por um professor do Arizona, EUA, que morou no país com a mulher e as filhas em 1967, quando trabalhava para a Unesco.

As fotos recuperam a memória de um lugar que nem sempre viveu em guerra.

Entre 1933 e 1973, o Afeganistão viveu um período de relativa estabilidade política, sob o comando do Xá Mohammed Zahir.

O rei foi o responsável pela modernização do país, estreitando laços comerciais e culturais com a Europa, o que levou a população a um tipo de vida mais ocidentalizado.

Em 1973, porém, a monarquia afegã sofreu um golpe de Estado orquestrado por Mohammed Daoud com a ajuda do Partido Democrático do Povo do Afeganistão (PDPA), de orientação marxista, e então foi fundada a República.

O governo continuou com um viés progressista, mas desavenças entre Daoud e o PDPA acabaram levando a um choque que resultou na deposição e morte de Daoud e na tomada de poder pelo PDPA, a chamada Revolução de Saur, em 1978.

Nessa época, o Afeganistão tornou-se a República Democrática do Afeganistão e os laços com o governo comunista da URSS estreitaram-se, colocando o país diretamente no conflito da Guerra Fria.

O fato de o governo comunista afegão ter tomado medidas que promoveram a igualdade entre os sexos, o fim da usura e a reforma agrária, desagradou a parte mais conservadora da população e a oposição mujahidin deu início a uma luta armada para derrubar o governo, cujo êxito obteve em 1992, quando a capital Cabul foi tomada.

As lutas entre suas várias facções internas culminou com a posse do governo pelo Talebã em 1996 e o resto é a história recente que vemos hoje, que nem de longe lembra a vida no Afeganistão em 1967.