Dividindo táxi com estranhos

Edmundo Leite

15 Junho 2002 | 21h53

(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 11 de junho de 2002)

Edmundo Leite

Ulsan – A cidade de Ulsan, onde a seleção brasileira está concentrada na Coréia do Sul, não dispõe de um sistema de transporte público eficiente. Com um número reduzido de ônibus circulando pela ruas e sem metrô ou trem, o táxi não é nem opção, e sim item obrigatório para quem está trabalhando na Copa do Mundo sem carro alugado. Nos primeiros dias, não conseguia entender porque os motoristas que já levavam passageiros paravam quando eu dava sinal. Só depois de alguns dias fui saber que é prática comum na cidade os taxistas levarem passageiros diferentes se o itinerário for o mesmo. Numa mesma corrida, você pode dividir o carro com pessoas diferentes mais de uma vez. O problema é quando se está com pressa, atrasado para um treino da seleção, por exemplo.