Fã clube informal de Ronaldo em Ulsan

Fã clube informal de Ronaldo em Ulsan

Edmundo Leite

26 de maio de 2002 | 13h07

pict00081

(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 26 de maio de 2002, domingo – 13h07)

Edmundo Leite

Ulsan, Coréia do Sul – Em meio ao barulho dos torcedores brasileiros que foram recepcionar o time de Luiz Felipe Scolari no aeroporto de Busan, três jovens coreanos destoavam da multidão de curiosos que se aglomerava para ver a chegada da seleção. Ao contrário da maioria, que estava apenas de passagem entre a espera de um vôo, eles foram especialmente para ver de perto os ídolos que chegavam à Coréia. Sem querer, acabaram formando um pequeno “fã clube” de Ronaldo no saguão do aeroporto.

Vestindo a camisa amarela da seleção e com outra da Inter de Milão pendurada na mochila, Son Joo-Mo, de 19 anos, viajou sete horas de ônibus desde Incheon para mostrar a sua paixão pelo futebol brasileiro e especialmente pelo atacante, de quem diz ser um grande admirador. Apesar da pouca idade, o estudante afirma que é um velho torcedor do Brasil.

“Bebeto, Romário”, diz, repetindo – com os braços fingindo acalentar uma bebê – a comemoração que marcou a conquista do tetracampeonato em 1994. “Mas atualmente eu gosto do Ronaldo”. E o contato com os ídolos não se limitará a rápida chegada no aeroporto. Joo-mo já assistirá em Suwon o terceiro jogo do Brasil na Copa, contra a Costa Rica.

Cho Sung-Kun, também de 19 anos, não veio de tão longe – mora em Busan mesmo – mas preparou um cartaz verde com o nome do jogador e o número nove escritos em amarelo. Um pôster de Ronaldo sem camisa completava a homenagem, preparada na noite anterior. “Virei fã do Brasil após ver Ronaldo jogar a Copa de 98”.

Para o outro fã, Chung Jae Woo, a camisa amarela com o número 9 nas costas e uma imagem do ídolo não foi suficiente. Chung Jae Woo raspou o cabelo para ficar parecido com o fenômeno. De costas, até que o resultado foi satisfatório.

Além do ídolo e da idade, os três tinham algo mais em comum: não hesitaram em dizer que torcerão mesmo para o Brasil, em vez da Coréia. Os adolescentes eram os mais identificáveis, mas não eram os únicos fãs de Ronaldo no aeroporto. Com os jogadores já no ônibus, uma coreana chorava copiosamente por ver o ídolo pela janela. Ronaldo é mesmo um fenômeno.

Fotos: Edmundo Leite

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.