Kléberson, mais um reserva a se dar bem

Edmundo Leite

18 de junho de 2002 | 22h20

(Texto originalmente publicado no Estadao.com.br em 18 de junho de 2002)


Edmundo Leite


Kobe, Japão – Faltavam dez minutos para o fim do jogo quando Luiz Felipe Scolari colocou Kléberson no lugar de Ronaldinho Gaúcho. Com o Brasil vencendo por 1 a 0 e a Bélgica jogando com mais um atacante para tentar chegar ao empate, a substituição tinha um objetivo claro: reforçar a marcação e garantir o resultado pelo placar mínimo.


A mudança, no entanto, acabou resultando no segundo gol do time brasileiro e consagrando mais um reserva, como já havia acontecido com Júnior e Edmílson contra a Costa Rica. Kléberson não chegou a fazer o seu gol, como os colegas de banco, mas deu o passe preciso para o astro do time Ronaldo garantir a vitória que colocou a equipes para enfrentar a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa do Mundo. “O Ronaldo é artilheiro e nós temos que fazer as jogadas para ele fazer o gol. O mérito é todo dele”, disse, tentando minimizar dua participação no gol.


Apesar da boa atuação, ele evita falar na possibiliade de entrar no time contra a Inglaterra. “O importante é estar aqui, ajudando om grupo, seja no banco gritando ou quando você entra. Não adianta querer passa por cima dos outros jogadores.”


Outras substituições – Mesmo não conseguindo mudar o panorama do jogo, Denílson considera que conseguiu jogar melhor contra a Bélgica. “Tive mais espaço e acho que pude ajudar bastante, mesmo não chegando com perigo por causa da marcação deles”. Sobre o próximo jogo, Denílson diz que o vencedor estará garantido na final.


Ricardinho, que entrou apenas aos 45 minutos do segundo tempo para substituir Rivaldo, pouco pode fazer. Assim preferiu falar apenas sobre a Inglaterra, cujo time foi assistir à partida em Kobe. “Eles viram um time que teve um pouco de dificuldades por causa da marcação adversária, mas que trabalhou muito e conseguiu o resultado.”

Tendências: