Líder do Made in Brazil rifa guitarras para se recuperar de AVC

Líder do Made in Brazil rifa guitarras para se recuperar de AVC

Edmundo Leite

10 de abril de 2021 | 08h34

Serguei e Oswaldo Vecchione no camarim do Centro Cultural São Paulo em 2017

Quando o roqueiro Serguei passava por dificuldades financeiras nos seus últimos anos de vida, uma mão se estendeu para o desbundado carioca a 400 quilômetros de distância, diretamente da Paulicéia Desvairada. Era Oswaldo Vecchione, que desde 1967 lidera com o irmão Celso o lendário grupo de rock Made in Brazil.

Amado e idolatrado por um público fiel e devotado que garantia os cachês da banda em bares e pequenas casas de shows, o Made poderia comemorar sozinho sua trajetória cinquentenária. Mas, sempre que possível, o convidado especial Serguei estava por lá com sua bocarra, peruca, figurino e trejeitos únicos para animar ainda mais a festa.

Ao levar Serguei para suas apresentações, Oswaldo garantia mais que uma massagem no ego do roqueiro, que morreu em 2019 aos 85 anos. Graças à generosidade de Oswaldo o público do Made in Brazil pôde ver a alma festiva de Serguei agitando em um palco. E Serguei pôde desfrutar momentos de alegria, como nos shows no Centro Cultural São Paulo em 2017, onde foi feita a foto desse encontro de duas lendas do rock brasileiro.

Pandemia e AVC – Quem precisa de uma ajuda dos amigos agora é Oswaldo. O líder do Made in Brazil sofreu um Acidente Vascular Cerebral em julho do ano passado e desde que recebeu alta do hospital, alguns dias depois, está em tratamento para recuperar os movimentos da mão, braço e perna esquerdas.

Mesmo com o mundo musical destruído por causa da pandemia do coronavírus, Oswaldo Vecchione, aos 73 anos, mantém o Made in Brazil na ativa. De cadeira de rodas e sem movimento no braço esquerdo, Oswaldo tem aparecido tocando pandeiro com a banda, como num enérgico ensaio com a participação do vocalista Simbas [Casa das Máquinas e Tutti Frutti] cantando ‘Anjo da Guarda’.

Com as possibilidades de shows restritas em meio à pandemia, Oswaldo tem recorrido a sorteios de guitarras doadas por amigos para custear o seu tratamento pós AVC.

Na nova rodada da rifa solidária, serão sorteados três instrumentos autografados pelo artista, com o primeiro prêmio levando um amplificador junto. “Estou cadeirante, mas com muita fé que um dia volto a andar e a tocar baixo! Obrigado a todos que gostam e tem simpatia por mim e pela minha carreira. Amo vocês e agradeço a ajuda!”

Cada número custa cem reais e os dados para participar estão na imagem abaixo.

>> Leia mais sobre o Made in Brazil no Acervo Estadão

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