Mortes na ciclovia e Caso Claudia maculam cartão postal do Rio

Mortes na ciclovia e Caso Claudia maculam cartão postal do Rio

Edmundo Leite

23 Abril 2016 | 01h33

Uma das mais belas paisagens do Rio de Janeiro, a Avenida Niemeyer, volta a ficar marcada por uma tragédia. No mesmo trecho da ligação costeira entre Leblon e São Conrado onde duas pessoas morreram no desabamento de uma ciclovia aconteceu um dos mais célebres crimes da história do Rio de Janeiro: o Caso Claudia, em 1977.

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Foi ali naquelas pedras entre a Gruta da Imprensa, a antiga estrutura em arcos de pedra vista nos escombros da ciclovia, e o mirante do Chapéu dos Pescadores que o corpo de Claudia Lessin Rodrigues foi encontrado em julho de 1977 após ser brutalmente assassinada em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas.

O caso – envolvendo sexo, tráfico de cocaína, jet-set internacional e artistas – chocou o país e virou filme dois anos depois, antes mesmo do julgamento. O principal acusado de matar a moça de 21 anos, Michel Frank, fugiu para a Suíça e nunca foi julgado. Com um dos outros acusados, George Kour, condenado em 1980 a uma pena branda por ocultação de cadáver, o Caso Cláudia ficou marcado também por um símbolo da impunidade no País.

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Foto: Carlos Chicarino/Estadão

Foto: Carlos Chicarino/Estadão

Foto: Carlos Chicarino/Estadão

Revista Manchete

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