Olho Mágico, ilusão de ótica que virou febre mundial nos anos 90

Olho Mágico, ilusão de ótica que virou febre mundial nos anos 90

Edmundo Leite

27 de fevereiro de 2015 | 21h48

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Por 24 horas – uma eternidade no fuso horário da internet –  o mundo parecia ter parado para discutir as cores de um vestido.  Já nas primeiros instantes após a foto aparecer na web havia artigos de especialistas em física, psicologia, neurologia e outras ciências analisando a ilusão de ótica que faz com que alguns vejam uma peça branca e dourada e outros preta e azul. Se o Doutor Spock não tivesse morrido e desviado as atenções era capaz de o assunto já ser pauta na reunião de cúpula da ONU.

Vinte anos atrás, em 1994, não havia internet. Havia, dirão os chatos. Mas não havia, sabemos. E uma ilusão de ótica também tomou conta do mundo. O livro Olho Mágico – uma nova maneira de ver o mundo, com imagens tridimensionais geradas por computador, virou uma febre e best-seller mundial. Vendeu tanto que, igual sucessos do cinema, gerou as seqüências Olho Mágico II e Olho Mágico III, além de uma série de outros subprodutos.

1994.12.11_olhomágico

Todo mundo queria ver, dar ou ganhar de presente.  Como o efeito dependia de ficar olhando fixamente para as imagens, era comum ver gente parada com os livros nas ruas, ônibus, casas e festas apertando o olho para ver as lindas  imagens que saltavam das páginas aparentemente, na primeira olhada, apenas ilustradas com desenhos desconexos e borrões impressos. Alguns viam e outros não. E quem não conseguia ver ficava puto de ver todo mundo maravilhado, encantado, enquanto seus olhos não conseguiam vislumbrar as imagens em terceira dimensão.

A técnica por trás do que parecia ser mágica era o estereograma, que consistia em alinhar duas ou mais figuras iguais ou pouco diferentes, com uma pequena distância, para dar a impressão de profundidade. Durou cerca de um ano. E os milhões de livros que tanto encantaram foram para o lixo ou estão em sebos por aí.

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