Paulo Coelho emplaca dois livros na lista de best-sellers do New York Times

Edmundo Leite

14 de maio de 2008 | 05h53

Paulo Coelho não esconde a satisfação quando comenta seu mais novo feito: emplacou dois livros na prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal New York Times. “Você pode pesquisar o arquivo do New York Times e verá que nenhum estrangeiro teve dois livros ao mesmo tempo na lista.”

Não que o escritor não vendesse nada nos Estados Unidos. Porém, diferente de outros países, sobretudo da Europa, o sucesso demorou bem mais tempo apara chegar. “Demorou 10 anos. Foi basicamente o boca a boca. Na Europa isso aconteceu antes.”

Os responsáveis pela alegria americana do escritor são um livro antigo e outro mais recente: O Alquimista, lançado originalmente em 1988, e A Bruxa de Portobello, de 2007. O primeiro já está na lista há pelo menos dois anos. Mesmo depois que o jornal mudou seu sistema de aferição de vendas, o livro continuou a aparecer na nova categoria em que foi enquadrado. Na lista desta semana, O Alquimista aparece na sexta posição entre os livros de ficção de capa mole (paperback trade fiction), enquanto A Bruxa de Portobello está em 31º. Há um mês os dois estavam juntos entre os top 20, respectivamente em 9º e 16º, respectivamente. A melhor colocação de O Alquimista, no entanto, foi um quinto lugar uma semana após a mudança de critérios da contagem, em setembro do ano passado.

Questionado se havia algum problema com a edição de seus livros no país, o escritor diz que não e atribui o novo sucesso à mudança de mentalidade dos americanos. “Os livros foram lançados adequadamente, acontece que a lista dos mais vendidos era quase que exclusivamente composta de autores americanos. Penso que agora os americanos estão se abrindo para o mundo. Quanto ao público, como você sabe, vai desde a Hillary Clinton até o porteiro do hotel, graças a Deus. Não difere do resto do mundo.”

Leia também:

# Paulo Coelho é homenageado com caneta de luxo e nome de rua

# ‘Analistas financeiros são mais esotéricos que Nostradamus’

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.