Precisaria o jornalismo de uma cota racial?

Precisaria o jornalismo de uma cota racial?

Edmundo Leite

20 Novembro 2014 | 07h00

As imagens abaixo mostram duas turmas dos cursos de jornalismo promovidos pelos dois maiores jornais do País: Estadão e Folha. Em comum nas duas fotos, além de uma geração de profissionais que em breve se destacará no noticiário (como tem acontecido com muitos dos que passam por esses cursos), a ausência total de negros entre os selecionados. Alguns lembrarão, corretamente, que na turma de dois mil e tanto havia a… (como era mesmo o nome dela?) e que em mil novecentos e noventa e alguma coisa teve até dois negros no mesmo ano…

2014-TURMA 25b

25ª turma do curso de jornalismo do Estadão

54a turma de trainees

54ª turma do curso de jornalismo da Folha

Na pesquisa para recuperar as fotos das 25 turmas do Curso Estado (algumas delas podem ser vistas no site do curso e na página do Face), a falta da diversidade racial ficava mais evidente à medida que o álbum crescia. No que foi possível encontrar do programa de treinamento da Folha na web também é notória a baixíssima presença de negros.

Essa ausência não ocorre só nos cursos de formação desses dois jornais. Em suas redações, com centenas de profissionais, também é assim. Quem se dispuser a dar uma volta pelas redações de outros jornais, revistas, sites, portais, rádios e TVs também chegará à mesma constatação: praticamente não há negros produzindo conteúdos nos grandes veículos de comunicação do Brasil.

Neste dia de feriado da Consciência Negra, fica a pergunta do título.

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