12 aplicativos gringos essenciais para viciados em informação e tendências editoriais
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12 aplicativos gringos essenciais para viciados em informação e tendências editoriais

Redação

22 Novembro 2011 | 22h00

Nesse exato momento, é possível acompanhar a “primeira infância” dos tablets. Depois do nascimento do iPad no Brasil, em novembro do ano passado, muitos outros fabricantes lançaram suas versões (mais diferenciadas e até mais baratas! Gracias: Samsung e Motorola). O mais legal, no entanto, é que tais dispositivos veem com uma proposta de fortalecimento de publicações jornalísticas (de olho em um público mais jovem, sedento por interatividade, talvez), e de ampliação do mercado potencial de leitores (agora, finalmente um leitor brasileiro pode comprar, com praticidade, uma New Yorker, por exemplo).
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A cada semana é possível checar pela App Store  (Android Market: cresça mais rápido…), uma nova leva de app´s (muitos gratuitos, e tantos outros com uma excelente sacada de inovação no design). Para quem curte informação, do breaknews ao lifestyle, existem várias opções (que já começam a ser difícil de achar em meio às centenas de aplicativos). Como usuário do iPad (I´m an addicted!), desde de fevereiro deste ano pude acompanhar esse “inchaço” na app store (já são zilhões de joguinhos tolinhos, pintados como “cool”). Os mais legal é que as publicações estão atentas à demanda, cada vez mais diversificada (até o final do ano já serão 450.000 tablets no país, segundo a IDC).
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O site na web continua sendo a “central” da versão digital dos jornais e revistas, mas a versão para tablets com o conteúdo diferenciado produzido exclusivamente para plataformas móveis já é um plus e tanto para o leitor. Mesmo com uma linguagem ainda em construção (e uma série de problemas de navegação e simbologia), já existem uma porção de publicações lançadas exclusivamente para iPad. A ótima Letter do Jane (http://lettertojane.com/) é joia rara (faria parte do catálogo da “Biscoito Fino” certamente). E  a Project (http://www.projectmag.com/) (além de ser na faixa!) simplesmente arrasa na concepção gráfica, no design e na arquitetura da informação (não deixem de focar na tentativa de imersão e nas estratégias narrativas utilizadas por elas!).
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Tento observar um pouco desses traços (deixando um pouco o conteúdo no formato “texto” de lado), para captar as possibilidades de conteúdo adicional (outros “textos”). Acredito que jornalistas devem ter um olhar multimídia (não necessariamente produzir o material multimídia, mas saber propor), seja com fotografias ou com os infográficos. Nos encontros com o Eduardo Nicolau (da fotografia da Agência Estado), no dia 13/09, e com o Rubens Ribeiro (da editoria de Arte/Infografia), em 24/10/2011, essa ideia ficou mais cristalizada (repertório é fundamental, mas com parcimônia). Então é isso, comentários com outras sugestões de aplicativos são desejáveis. Ficamos por aqui!
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PS: esse é meu último post, o 7º (o próximo será sobre os bastidores do Caderno Especial, feito em grupo). Assim, resolvi escrevê-lo de forma mais descontraída (relevem os parênteses, eheh!). E enquanto vocês comprovam na App Store que esses aplicativos (principalmente os do “Fique antenado”) são bacaninhas mesmo, sugiro aumentar o som com o melhor da safra pós-mangue do Recife.
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Davi Lira de Melo, de 26 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)