A adrenalina do rádio
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A adrenalina do rádio

Redação

22 Setembro 2011 | 10h38

A calma e a segurança dos apresentadores de rádio geralmente não deixam transparecer, mas muitas vezes os programas de notícias passam por momentos de tensão e adrenalina. É o que pude perceber nesta segunda-feira, quando começou a passagem dos focas pelos veículos e editorias do Grupo Estado. Minha primeira experiência está sendo na Rádio Estadão / ESPN. Para sentir o clima e conhecer os bastidores de um programa radiofônico, eu e a Gabriela Forlin acompanhamos a
coordenação do “Direto da Redação” e do “Estadão no Ar 3ª edição”.

O produtor de cada programa elabora uma espécie de roteiro chamado “espelho”, que elenca quase minuto a minuto o que vai para o ar. Cada entrevista, chamada de repórteres na rua, sonoras e outros, estão dispostas para consulta dos produtores, apresentadores e chefes de reportagem e qualquer mudança aparece em tempo real para todos. Simples, certo? Nem tanto. Aconteceram dois imprevistos.

Primeiro, o repórter que entra ao vivo da redação do jornal impresso não conseguia, pouco antes de entrar no ar, ligar o seu microfone. Um técnico teria que subir em 1 minuto os quatro andares que separam as redações e restabelecer a conexão. Dedos cruzados enquanto o comercial terminava e… Bingo! Microfone ligado e o programa segue normalmente.

Depois, outro problema. Um entrevistado confirma pela manhã que vai participar do programa, mas, 30 minutos antes e com o “Direto na Redação” rolando, o assessor liga e avisa que ele não vai poder falar. Felizmente a coordenadora, em um momento no qual eu, pessoalmente, entraria em desespero, consegue entrar em contato com outra fonte e salva o dia.

Guilherme Fujimoto, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)