“A cobertura ambiental deve se aproximar do dia-a-dia das pessoas”
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“A cobertura ambiental deve se aproximar do dia-a-dia das pessoas”

Redação

11 de junho de 2015 | 20h09

Por: Luiza Facchina e Mariana Lima

Ao final do terceiro dia de palestras da 3ª Semana Estado de Jornalismo Ambiental, o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, conversou com o blog Em Focas e comentou sobre questões climáticas, políticas e também sobre a cobertura jornalística que, segundo ele, deve se aproximar ao máximo do dia-a-dia dos cidadãos.

Rittl frisou em sua palestra que é desafiador comunicar sobre mudanças climáticas. Porém, apesar da complexidade científica e política do tema, o representante do Observatório do Clima destacou a necessidade do jornalista de relacionar as decisões tomadas em conferências e fóruns com questões que dizem respeito a qualidade de vida da sociedade. “É necessário conectar o cidadão com a urgência do problema, os eventos climáticos extremos estão ai no nosso cotidiano”, reforçou Rittl.

Extra 5

Além de comunicar a população sobre os riscos da emissão de carbono, o Secretário Executivo sugeriu que a cobertura jornalística apontasse também as possíveis soluções para os problemas ambientais. “Existem outras maneiras da gente desenvolver os setores da nossa economia de uma forma mais limpa, contribuindo para reduzir emissões e ao mesmo tempo trazendo benefícios econômicos”.

O observatório do clima é uma rede que atua na agenda de mudanças climáticas no Brasil e foca na promoção e debate de políticas públicas sobre o tema. Apesar da importância da discussão, Rittl lembrou que ainda existem políticos brasileiros que veem a questão ambiental com um olhar ultrapassado.

“Muitos enxergam o meio ambiente com a ótica do século XVII, XVIII, ou seja, como um obstáculo ao desenvolvimento ao invés de ser um aliado ao desenvolvimento”, criticou. Embora ainda existam entraves para uma discussão mais ampla sobre a pauta, Rittl é otimista sobre a evolução do debate. “Existem hoje cada vez mais pessoas engajadas que tentam promover estudos e discussões sobre a pauta ambietal. E nós do Observatório do Clima, sempre quando convidados, participamos com o objetivo de ampliar o debate”, finalizou Rittl.

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