A eterna síndrome de Clark Kent
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A eterna síndrome de Clark Kent

Redação

21 Setembro 2011 | 14h48


Que atire a primeira pedra quem nunca pensou: “Vou ser jornalista para mudar o mundo!”. Pois é, também faço parte deste time e, confesso, ainda não abandonei o barco. Ontem, quando ouvi Matthew Shirts falar durante a Semana Estado de Jornalismo, tive ainda mais certeza de que meus ideais não são tão utópicos assim.

O trending topic da tarde era “Redes Sociais a Serviço de Causas”, duas expressões que fazem meus olhos brilharem: redes sociais e causas. Shirts comentou que “nunca o jornalismo foi tão exuberante”, e eu superconcordo. Em tempos de ciberativismo, jornalismo colaborativo e expansão das mídias sociais, somos cada vez mais capazes de mudar o mundo.

Destaco que essa mudança não significa acabar com a fome e a desigualdade no globo e instaurar a paz mundial, mas sim fazer a nossa parte (sim, pequena), colaborando com a contínua transformação e progresso da sociedade. Shirts, que é editor-chefe da National Geographic Brasil e colunista do Estadão, comentou sobre projetos que aliam a comunicação ao desenvolvimento sustentável, resultando em matérias conscientizadoras.

Bingo! É isso que eu quero.

Uma das poucas certezas que tenho na vida é a de que não escolhi o Jornalismo para ser uma mera informante. Quero ir além, fazer a diferença, abraçar uma(s) causa(s) e lutar por ela(s). Isso não quer dizer assumir responsabilidades que não me caibam, pois, como bem lembrou o grande Ricardo Kotscho há alguns dias: “Repórter não é polícia”.

Às vezes me pergunto: “Será que todos os jornalistas ainda acreditam na força do Quarto Poder?”. Pois eu acredito, e muito! Ingenuidade? Inexperiência? Talvez. Mas, a partir do momento que a causa abraçada por mim é também interessante para o meu leitor, por que não ir a fundo com ela? Independente da área em que trabalhem, espero que meus colegas nunca deixem de perseguir seus ideais. Afinal, um dos principais combustíveis da paixão pela profissão é essa nossa vontadezinha de ser super-herói.

Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)