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A pegada da redação

Redação

29 Setembro 2011 | 10h47

Em conversa dia desses com o colega Davi Lira de Melo, ele me fez a pergunta: você não está sentindo falta de trabalhar em redação? Àquela altura, os focas estavam começando a se espalhar pelas editorias dos veículos do Grupo Estado após duas semanas e meia de aulas e palestras. Minha resposta foi sim, a adrenalina da redação me empolgava.

O simples fato de estar nesse ambiente faz com que você fique mais ligado. Estar na redação é sinônimo de sentidos à flor da pele. A passagem pelo Estadão.edu foi interessante nesse sentido, me fez voltar a sentir a “pegada da redação”, de ter que correr atrás da informação enquanto ela está acontecendo.

“O filé mignon do jornalismo é a reportagem”. A frase é do jornalista Roberto Godoy, repórter especial do Estadão. Concordo completamente. O momento da apuração é sem igual – seja no buraco, em uma tragédia ou na greve dos bancários.

Em outro papo, com outra colega, veio a dúvida: e até quando dá para aguentar esse pique? O ideal seria para sempre, mas há outras questões em jogo (dinheiro, família). Enquanto der, quero seguir nessa vida. Alguns chamam de masoquismo, mas prefiro pensar que todo bom jornalista tem de ter um pouco disso. Minha escolha já foi feita.

Leonardo Gorges, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)