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Como lidar com as fontes no jornalismo esportivo

Redação

25 Outubro 2013 | 18h38

Por Felipe Resk

Repórter esportivo do jornal O Estado de S. Paulo Almir Leite defende que todo jornalista precisa estar atento à origem da informação para fazer uma boa matéria. Mesmo quando ela aparenta ser pouco complexa. “Há interesses envolvidos até numa contratação do Rio Claro (time do interior de São Paulo)”, afirmou, na Semana Estado de Jornalismo.

O preceito é básico: toda notícia apresenta diversos lados. No caso do futebol, são várias fontes possíveis, cada uma com interesses distintos. Dirigentes, assessores, empresários, atletas, torcedores… Até político entra na onda, em especial, às vésperas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil.

E o papel do jornalista nisso tudo? Almir Leite adverte que o compromisso deve ser exclusivamente com o leitor. “Nós precisamos entender esse jogo que envolve a notícia, para não vender a versão que interessa a uma das partes”, diz.

O trabalho é complicado, admite, porque não há uma receita para descobrir as intenções de cada fonte em todos os contextos. “Temos de observar o comportamento delas e verificar a veracidade de cada história que elas nos passam. Com o tempo e com a experiência adquirida, conseguimos criar um ciclo de fontes confiáveis”, afirma.

No ritmo do jornalismo diário, nem sempre essa tarefa é simples. “Às vezes não temos certeza sobre todas as informações que nos passaram durante a apuração. Ainda assim, é melhor contar a história até onde você sabe a escrever uma notícia que pode estar errada”, conclui.

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