Aperfeiçoamento fora do País ou Redação?
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Aperfeiçoamento fora do País ou Redação?

Redação

15 Novembro 2011 | 08h00

Essa pergunta é bem recorrente para jovens jornalistas e para os profissionais com um pouco mais de experiência. O questionamento se desdobra até mesmo para quem ainda não entrou no atribulado ritmo de redação. A dúvida se concentra em dois eixos: é melhor garantir o emprego e o reconhecimento para se ter a possibilidade de aperfeiçoar-se fora país e em seguida retornar à redação (no caso de quem já trabalha), ou investir logo de cara no aperfeiçoamento profissional (e até acadêmico) e chegar com tudo no jornal diário?

Para os focas de plantão, ainda existe um outro componente para essa dúvida. Evitar uma proposta de trabalho agora em troca de uma bolsa de estudos no exterior seria perder o bonde? O time exato da colocação profissional seria logo após a saída da universidade, ou poderia haver um período de carência após a conclusão da graduação? As escolhas dependem de cada realidade. Mas independente do momento, é importante saber que existem muitas boas alternativas de bolsas, programas e cursos no exterior. Venho fazendo uma apuração desde 2009 sobre as mais interessantes opções que contemplam auxílios para jornalistas brasileiros. Cheguei até a acrescentar recentemente dois programas que desconhecia. Fiquei sabendo apenas porque os agraciados são atuais jornalistas daqui do Estadão: os ex-focas de 2007 Alexandre Gonçalves e Vitor Hugo Brandalise.

Durante a aula do dia 13 de outubro o Alexandre, Repórter de Ciência do Estadão, informou à turma de focas que foi um dos selecionados para a bolsa de Mestrado em Jornalismo nos Estados Unidos patrocinada pelo Instituto Ling. O Vitor Hugo, repórter da editoria ‘Metrópole’ que deu palestra para os focas no dia 15 de setembro sobre sua experiência profissional já está na Espanha. Ele foi selecionado pela Fundação Santiago Rey Fernandez Latorre  (entidade ligada à Universidade de La Coruña e ao jornal La Voz de Galicia) com um Master em Edição Jornalística. Ficará lá por um ano. “Terminado o Master, pretendo, sim, voltar à redação. O Estadão me concedeu uma licença não-remunerada e a ideia é retornar em novembro de 2012.”

Então, não deixe de conferir, logo abaixo no mapa, 12 opções de programas, cursos e bolsas para jornalistas. Caso queira recomendar algum outro link específico: inclua nos comentários sua indicação. Não esquecendo que toda e qualquer experiência no exterior do mochilão ao curso de verão em universidades da América do Norte e Europa são mais que importantes em qualquer processo seletivo em jornalismo. Idiomas e experiências com outras culturas é algo bem presente nos integrantes dessa 22ª turma de Focas do Estadão e sempre bem recebido pelos recrutadores de plantão de mercados concorridos Brasil adentro. Seguimos!


Visualizar Cursos, programas e bolsas para jornalistas em um mapa maior

Davi Lira de Melo, de 26 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)