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Bastidores: ‘Prefeitura só terá mapa digital de redes após 2012’

Redação

20 de dezembro de 2010 | 17h23

Depois de o tema “Subterrâneos de São Paulo” ser escolhido para o suplemento dos focas, publicado no dia 11, nós (Amanda, Andréa, Bernardo e Carol) ficamos responsáveis por apurar a situação do mapeamento das redes subterrâneas da cidade. O primeiro passo foi procurar matérias sobre o assunto no arquivo do Estadão e em outros veículos.

Como já havia muitas publicações denunciando a falta de organização dos cadastros do espaço público, aproveitamos algumas fontes das matérias pesquisadas como ponto de partida para nossas entrevistas. A partir delas, surgiram muitos outros contatos.

Em uma ida à USP, passamos por quatro departamentos (Geofísica, Geologia, Geografia e Politécnica). Foi muito produtivo, pois conversamos com profissionais renomados como o geógrafo Jurandyr Ross e o geólogo Cláudio Riccomini.

Também conseguimos o contato do engenheiro Carlos Eduardo Maffei, consultor de grandes obras por todo o Brasil. Na sexta-feira 19 de outubro, depois de voltarmos de uma viagem a Holambra, fomos entrevistá-lo para saber como a falta de mapeamento interfere nas obras com túneis.

Só terminamos de apurar a dois dias da entrega do texto. O cuidado em traduzir temas específicos foi importante para deixar o texto claro para o leitor.

Prós e contras fizeram parte de todo o processo. Uma longa entrevista com a direção do Convias, por exemplo, rendeu bastante material, mas não obtivemos respostas sobre as verbas destinadas a tentativas anteriores de organizar um mapeamento das redes do subsolo.

No fim, a matéria no jornal não dá conta de tudo o que é encontrado durante o longo e tortuoso caminho percorrido até a publicação do texto, mas faz sentido que seja assim. Se o espaço no papel é limitado, é preciso fazer com que o leitor tenha nas mãos apenas o imprescindível sobre um assunto necessariamente relevante. A partir daí, caso haja interesse, é possível buscar outras fontes de informação (na internet, por exemplo) ou mesmo cobrar do veículo que publicou a matéria uma cobertura mais profunda do tema.

Esperamos que os leitores tenham aproveitado a matéria, da mesma maneira que aprendemos com ela.

Amanda Agutuli, de 25 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e em História pela Universidade de São Paulo (USP)

Andréa Carneiro, de 22 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp)

Bernardo Barbosa, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

Carolina Almeida, de 22 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

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