‘Carrapatos’: o ‘Estadão’ na cola dos presidenciáveis
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‘Carrapatos’: o ‘Estadão’ na cola dos presidenciáveis

Coordenador de produção multimídia do Estadão, Everton Oliveira esteve na Semana Estado de Jornalismo para comentar novo projeto de cobertura das eleições 2018

Redação

25 Setembro 2018 | 18h28

Da esq. para a dir.: Gabriel Wainer, Alberto Decker, Everton Oliveira e Matheus Prado

Por Victor Ohana

Grudar nos presidenciáveis durante suas agendas eleitorais: esse é o trabalho do projeto Carrapatos, liderado pelo coordenador de produção multimídia da TV Estadão, Everton Oliveira. Participante da Semana Estado de Jornalismo, ele comanda uma equipe de repórteres espalhada por todo o Brasil. O objetivo é registrar as peculiaridades do dia a dia de cada campanha a partir de câmeras de smartphones.

Para Oliveira, o diferencial do projeto é deixar de lado a formalidade da cobertura política tradicional e aproximar o público de seus candidatos, por meio do vídeo e das redes sociais. A iniciativa mostra boa repercussão entre internautas, principalmente após alguns furos, como o vídeo que flagrou Jair Bolsonaro ensinando uma criança a atirar. A inovação do Carrapatos, portanto, reforça a Oliveira a ideia de que o jornalista precisa pensar “fora da caixinha”.

“Quando uma pessoa entra num jornal desse tamanho, ela costuma se adequar à redação. Mas eu acredito na necessidade de fugirmos da ‘caixinha’, porque você não tem que se adequar. Nós é que precisamos fazer as pessoas enxergarem a importância de ideias como essa. É um projeto assim que pode direcionar o futuro do jornalismo”, opina.

Repórteres em ação

Três repórteres ‘carrapatos’ acompanharam Oliveira na Semana Estado: Augusto Decker, que cobre Jair Bolsonaro (PSL); Matheus Prado, que segue a agenda de Marina Silva (REDE); e Gabriel Wainer, que acompanha os passos de Ciro Gomes (PDT).

Segundo Prado, o projeto oferece oportunidades de retratar as campanhas com maior fidelidade e rapidez. “A chance de você estar presente quando a notícia acaba de acontecer é maior”, diz ele. Wainer também aponta que o acesso às informações fica menos restrito: o repórter chegou a fazer uma tour exclusiva na casa da avó de Ciro Gomes.

Já Decker acredita no papel de prestação de serviço do jornalismo ao eleitor. “Nós temos que mostrar as propostas dos candidatos e ajudar o espectador a conhecê-los. Acho que isso é um fator importante na hora de decidir o voto”, afirma.