Da sutileza
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Da sutileza

Redação

21 Outubro 2011 | 23h58

“Depois que eu te conheci fui mais feliz (…) O nosso quebra-cabeça teve fim…”

Foto:Sérgio Savarese/Wikimedia Commons

Cheguei ao Curso pensando que iria ser o amigo das multidões, o mister simpatia, o queridinho dos professores. Sempre que me meto em algum projeto novo, acabo decidindo: “dessa vez supero a minha timidez doentia e me jogo no mundo”.

Ledo engano.

Mas quer saber? Que se dane.

Em Santa Cruz do Sul (RS) cheguei à conclusão de que serei sempre o cara das poucas palavras; dos comentários incompreensíveis e pouco assertivos. O Curso tem me ajudado a ver certo frescor nessa personalidade, no entanto. Nem todos podem ser o raio de sol que é a Juliana, ou ter o humor fatalista do Navarro.

Nem preciso dizer o que aconteceria se o desapego do Rafael (a quem eu muito admiro) fosse característica de mais pessoas no grupo. E é bom mesmo que tenhamos só um Mateus de apetite vasto, no fim das contas.

Já ri muito, reclamei sobremaneira, e até chorei – sendo consolado por um Davi de espírito gigante, quase um Golias. Misturei emoções sem saber que tinha permissão para fazer isso. Na noite da última quarta-feira, tomei um gole de cerveja pela primeira vez e decidi: nunca mais. Também subi no palco e cantei Luan Santana. Mulherada foi ao delírio.

Sim, posso curtir minha circunspecção e, ao mesmo tempo, tentar (me) surpreender. Circunspecção, vejam só.

Que alívio! O curso tem moldado a minha sutileza. Mostrou que é boa, que é necessária. Que às vezes pode ser deixada de lado.

Um pouco de extravagância pode me cair bem.

Um pouco de tudo, eu acho.

Leandro Igor Vieira, de 26 anos, é formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)