Dissecar reportagens é exercício útil para jovens jornalistas, diz Beraba
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Dissecar reportagens é exercício útil para jovens jornalistas, diz Beraba

Redação

22 Outubro 2013 | 15h16

Sarah Brito

Ler reportagens e dissecá-las, para tentar distinguir que ferramentas o repórter usou, é uma das técnicas apontadas para jovens jornalistas pelo diretor da sucursal do Estadão no Rio de Janeiro, Marcelo Beraba, durante a Semana Estado de Jornalismo.

Não parar de estudar, ousar em buscar novos temas para pautas e persistência também são qualidades que um bom profissional deve ter, segundo ele.

“O repórter tem de assumir compromissos de qualidade e precisão”, disse. Beraba destacou ainda a consciência da importância no investimento nas técnicas de apuração jornalística. Para ele, toda reportagem é investigativa, e o repórter deve saber ouvir, conhecer o tema e ter obsessão em encontrar documentos – além de intensa checagem e correção de erros.

Entre os grandes repórteres hoje, Beraba citou alguns como a jornalista mineira Daniela Arbex, autora do livro “Holocausto Brasileiro”, que palestra durante essa Semana Estado de Jornalismo. A revista Piauí, com matérias e apuração extensa também foi apontada com sinônimo de bom jornalismo.

Marcelo Beraba é jornalista do grupo Estado e diretor da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Recebeu em 2005 o Prêmio Excelência em Jornalismo do International Center for Journalism (ICFJ).