El Periodismo y el Peronismo
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El Periodismo y el Peronismo

Redação

03 de dezembro de 2010 | 20h42

Nesta semana, passamos quatro dias em Buenos Aires. Como em toda capital, os grandes jornais e grupos de mídia têm sede por lá (visitamos o Clarín e o La Nación), e as manifestações políticas estão na ordem do dia.

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O embate da presidenta Cristina Kirchner com os diários Clarín e La Nación aumentou após a morte do ex-presidente e marido dela, Nestor Kirchner. Ambos os jornais são de oposição, apesar de sócios do governo na empresa de fornecimento de papel-jornal Papel Prensa.

Por toda a cidade há pichações do partido peronista em apoio a Cristina.

Fuerza Cristina! Néstor con Perón! El pueblo con Cristina!

E os enfrentamentos públicos estão na TV e nos jornais. Discute-se muito a função social da imprensa.

Aqui vão dois fragmentos bem interessantes dessa peleja:

– O La Nación publicou um artigo intitulado La nueva prensa militante

– A TV do Ministério da Educação, o Canal Encuentro, exibe uma série de programas documentais sobre o fazer jornalístico. Assisti ao episódio sobre as agências de notícia En El medio e recomendo.

***

Ainda vende-se muito jornal impresso na Argentina. Vejam as tiragens dos diários, bastantes superiores às brasileiras.

Clarín

800 mil exemplares aos domingos
400 mil durante a semana

La Nación

350 mil a 400 mil exemplares aos domingos
170 mil exemplares durante a semana

Felipe Frazão, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e cursa Ciência Política na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)

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