Encerramento da Semana Estado vai da tradição à vanguarda
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Encerramento da Semana Estado vai da tradição à vanguarda

Carla Miranda

24 de outubro de 2014 | 21h21

Por Túlio Kruse
No último dia da Semana Estado de Jornalismo 2014, os debates foram sobre as transformações da profissão e seus valores, a vanguarda e a tradição. Convidados discutiram a apuração do repórter, experiências multimídia, o conceito de newsgame, a contribuição da tecnologia para o mercado e a importância da imprensa para a democracia.
“É preciso ter apuração criteriosa igual à de um repórter para fazer um newsgame,” revelou Fred di Giacomo, editor do núcleo jovem digital da Editora Abril. Giacomo foi uma das primeiras pessoas no Brasil a fazer videogames que trabalhavam com conceitos de jornalismo, e explicou à plateia como entretenimento e noticiário se unem. “Quando fizemos um jogo sobre o Muro de Berlim, por exemplo, o uniforme do guarda que aparece no jogo é exatamente o uniforme que os guardas daquela época usavam. Tudo que fazemos precisa de pesquisa jornalística como qualquer infográfico ou reportagem.”

Brandt e Di Giacomo falam sobre reportagens multimídia

Na mesma discussão, o repórter do Estadão Ricardo Brandt mostrou o especial “Crack, a invasão da droga nos rincões do sossego”, que ganhou o 1º Prêmio de Jornalismo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)   na Categoria Online. A reportagem da série Grandes Temas Estadão retratou o avanço do consumo da droga pelo interior de São Paulo. Brandt explicou como seu trabalho, que traz informações em texto, vídeo, áudio, e infográficos interativos, demandou meses de pesquisa exaustiva e viagens por todo o estado. “Ela nasceu como algo que inovaria o Portal,” disse ele sobre a reportagem.
Na segunda rodada de conversas, reflexões sobre o avanço da tecnologia no mundo e a origem do jornalismo. Renato Cruz, doutor em Ciências da Comunicação pela USP e colunista de tecnologia no Estadão, apresentou dados sobre o impacto da inovação na economia e na organização de empresas. O jornalista e doutor pela Escola de COmunicação e Artes da USP Eugênio Bucci falou das características essenciais da profissão. “O discurso do politico não basta, ele precisa do contraponto. Sem contraponto a democracia fica inclinada, perde o equilíbrio. O jornalismo é o discurso que serve de contrapeso ao discurso do poder,” definiu Bucci.
No encerramento, houve sorteio de cinco mochilas e a despedida dos mais de 200 estudantes que lotaram o auditório do Estado desde terça-feira. Até o dia 29 de outubro, eles vão escrever uma reportagem sobre tecnologias na educação para concorrer ao 9º Prêmio Santander Jovem Jornalista.

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