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Então, você acha que já é um grande jornalista?

Redação

05 Outubro 2011 | 11h29

Está muito claro que o Curso Estado gosta de provocar os focas. Somos desafiados a duvidar de opiniões formadas, a discutir o que pensamos sobre o jornalismo e jornalistas, e também a por nossas habilidades em perspectiva. Isto acontece de muitas maneiras.

O filósofo Luiz Felipe Pondé, por exemplo, foi incansável na tentativa de mostrar que ás vezes nossas opiniões podem ser apenas simples reproduções de alguma corrente de pensamento. Suas aulas sobre religião, ciência e ética nos fizeram meditar sobre aborto, relativismo cultural, preconceito, ateísmo e outros temas “simples” assim. O mundo se tornou um lugar mais complicado depois dos encontros com ele.

O que é ótimo. Como afirmou o professor espanhol Paco Sánchez, “Humildade é a virtude básica do jornalista”. Outro bom instigador, ele acredita que o repórter deve deixar a arrogância de lado e tentar enxergar as pessoas da forma como elas se enxergam.  Só assim entenderá melhor a sociedade e a natureza humana. Munido dessa compreensão, poderá, enfim, realizar um trabalho verdadeiramente relevante.

E, claro, com aquele texto perfeito, que o talento natural e os quatro anos de faculdade nos deram. Ou não? A jornalista Carla Miranda corrige nossas matérias e aponta o quanto insistimos em usar lugares-comuns, construções preguiçosas, clichês, obviedades, chavões. Todos os textos são projetados para a turma e os defeitos vistos em cada excruciante detalhe.

No final das contas essas provocações me fazem dar um passo à frente: pelo menos sou um jornalista que “sabe que nada sabe”.

Guilherme Fujimoto, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)