Entenda o que é e para que servem as técnicas de SEO
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Entenda o que é e para que servem as técnicas de SEO

Redação Estadão.edu

02 Outubro 2012 | 13h26

Tag e URL? Acho que até aí quase todo jornalista vai. Mas conhecer técnicas de SEO e ter ouvido falar do tal crawler do Google já não é tão comum assim. Isso vale para nós, focas do Curso Estado, e para quem está trabalhando na redação.

Se você sabe tudo sobre o tema, leia o post pelas entrevistas que fizemos com a editora de Pesquisa e Desenvolvimento do Estadão, Margot Pavan, e o analista de SEO do Grupo Estado, André Ribeiro dos Santos. Nunca ouviu falar? Não perca, então, as dicas que os dois dão a quem pretende entrar nesse mundo.

 Para começar como se deve, SEO não é mais que a sigla para Search Engine Optimization. Explicando melhor ainda, trata-se de um conjunto de regras que, aplicadas a uma reportagem, fazem o texto se tornar mais relevante para o Google – e aparecer logo nas primeiras páginas da busca, não na vigésima terceira.

Escultura de Louise Borgeois em parque de Paris.

Imagine a aranha-robô do Google (Louise Borgeois por ANDY HAY/2008

 Já os crawlers são os “robozinhos” do Google, que rastreiam o texto e fazem a indexação pela relevância que ele terá para determinado tema buscado. Vai escrever sobre cães? O ideal é que a palavra se repita várias vezes durante o texto. Assim, o robozinho vai “entender” que sua reportagem é uma leitura importante para quem fizer a busca por “cães”. O 

Documento

tem material sobre o tema – e você encontra outros manuais no fim do post.

Só que a gente aprende desde cedo, na faculdade, que repetir palavras empobrece um texto. Será que essa regra caiu? Nada disso. O que pode valer para um texto que será publicado na internet nem sempre vale para textos impressos. E vice-versa, claro. Vamos às dicas dadas por Margot e Santos:

 Título: nem todo título escrito no jornal impresso funciona na web. O Google sabe o teor de uma matéria jornalística pelo conjunto título+texto. É possível ver algum título como “Chico reinventado” na versão impressa do Caderno 2, mas o crawler (ele, o robô) se perguntaria: “Que Chico é esse?” Na internet, funcionaria melhor algo como “Chico Buarque lança novo CD em outubro”. Aliás, já viu o título deste post? Pode ser um pouco estranho, mas funciona pelas regras do Google.

 Repetição de palavras: pare para contar quantas vezes a palavra “Google” está escrita até aqui. Sete vezes. A repetição é uma maneira de enfatizar que o seu texto se refere a determinado assunto. Segundo Margot, as repetições devem ser feitas de acordo com o tamanho do texto. No caso da tal reportagem sobre cães, o ideal é que a palavra apareça, em média, três vezes por parágrafo. O uso do negrito também é contabilizado pelo Google.

 Cuidados com a fotografia: é importante que o nome do arquivo tenha relação com o conteúdo da notícia. Portanto, se o texto fala sobre os rebeldes na Síria, a imagem correspondente pode se chamar “rebeldes-siria.jpg” em vez de “rebsiria4.jpg” ou simplesmente “lalala.jpg”. Há, ainda, o recurso do “alt”. Quando um usuário descansa o cursor sobre uma foto, uma caixa de texto com a descrição da imagem é exibida. Além de o Google gostar dessa descrição, o alt torna a imagem acessível aos deficientes visuais.

 Links: quanto mais links, mais importante a página é. Isso funciona tanto para links dentro do seu texto que remetam a páginas externas quanto para links de outras páginas que direcionem o usuário ao seu texto. Margot alerta para o erro crasso do uso de links: o “aqui”. Quando escrevemos “Para ir à página do Estadão, clique aqui“, o Google entende que o assunto do seu link é “aqui”. A forma correta de linkar seria “Viste a página do Estadão“. Aliás, o “erro do aqui” é tão comum que basta dar uma passeada pelos nossos posts antigos para encontrá-lo repetidas vezes.

 

Uma nova profissão

O Estado de São Paulo tem um analista de SEO, André Ribeiro dos Santos. O jornalista auxilia a redação no desenvolvimento de SEO das páginas, faz recomendação de tags e tem projetos para ministrar cursos de webwriting. Para Santos, o principal erro é não entender o SEO como parte do jornalismo. “No jornalismo impresso, elenca-se palavras que ficarão melhores. No SEO é a mesma coisa: fazer uma chamada atrativa, um lide atrativo. A tag, por exemplo, funciona como uma minieditoria. O jornalista não enxerga essas regras como um serviço que deve ser feito por ele e, desse erro, derivam vários outros”, defende.

 A grande crítica dos jornalistas sobre o SEO é a influência negativa que a prática tem no texto. Há algumas regras de ouro, como a não repetição de palavras, que vão de encontro com o que quer o Google. Neste texto, por exemplo, trocar “Google” por “buscador” em algumas menções seria uma boa ideia, se ele fosse ser publicado no impresso.

Santos concorda que isso é uma forma de engessar o texto, mas destaca que não é uma exclusividade da internet: “A pirâmide invertida é um engessamento tão válido quanto as regras do SEO.”

 Clique aqui:

Há um

Documento

, em pdf, disponível para download. Detalha o funcionamento dos buscadores e dá algumas dicas de como estar no topo das buscas. Em inglês.

 O site SEO Master tem um post interessante sobre as técnicas de SEO aplicadas ao jornalismo. Vale conferir!

 Por fim, a aluna da PUC-RS Barbara Zamberlan Alvarez deixou à disposição sua

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