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O caldo dos clichês

Redação

12 Setembro 2011 | 12h00

Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago (1922-2010) escreveu em seu blog: “Dizem-me que as entrevistas valeram a pena. Eu, como de costume, duvido, talvez porque já esteja cansado de me ouvir. O que para outros ainda lhes poderá parecer novidade, tornou-se para mim, com o decorrer do tempo, em caldo requentado”.

Saramago, Prêmio Nobel do Esporro! E o pior é que o português tem razão. Reclamamos dos jogadores de futebol. “Não, é… Graças a Deus… Criamos-as-oportunidades-e-conseguimos-os-três-pontos-pra-essa-torcida-maravilhosa-que-sempre-
nos-apoia”. E os jornalistas, que sempre perguntam as mesmíssimas coisas?

E não é só em jogo de futebol que os clichês se repetem. Nos arquivos do Estadão, reportagens quase idênticas se multiplicam – o que muda é a data de publicação e o nome do autor. Além de requentado, o caldo é grosso. Cabe aos focas entorná-lo!

Luis Carrasco, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero